segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Coisas chatas em viver sozinha

1-Estar enrolada em mantas no puff a ver filmes e preocupada com a couve-flor que está a apodrecer no frigorífico.
2-Ter que comprar uma cena eléctrica para aquecer a cama que a minha mãe, sempre atenta, descobriu.

Se me lembrar de mais alguma, voltarei.

Ah, ok, há aquela que conto muito em forma de anedota que é fazer um dói-dói, dizer "ai!" e ninguém vir a correr dar beijinhos, mas admitir e escrever isso seria muito mimado da minha parte.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Ser Racional

Com o corpo todo a pulsar...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Perdoem-me a fanfarronice

Mas há dias em que sinto que tenho o melhor emprego do mundo.
Este é um deles.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais um potencial problema na comida

Um dos problemas de resistir à TV Cabo é dar de caras tantas vezes com os programas da manhã e da tarde onde meia dúzia de caras conhecidas (ou tentativas de ascendentes a) e outras nem tanto divagam sobre os mais variados assuntos e coisas nem nem à categoria de assunto podem almejar. Sim, há sempre o alternativo canal dois, mas hoje não estava com vontade de aprender o abecedário com aquela versão moderna da Rua Sésamo que tem outro nome que agora não me ocorre.
Num desses programas deparei-me com um senhor brasileiro que tem um livro onde aconselha vários alimentos para ajudar a tratar duzentas e cinquenta doenças. Isto significa o quê? Que qualquer dia alguém se lembra de pedir receita médica quando for comprar laranjas ou couve roxa, que parece que ajuda a aliviar a dor de cabeça. Ou seja, não deve faltar muito para que uma ida à mercearia e escolher frutas e legumes seja considerada auto-medicação. Ah sim, parece que o senhor aconselha sempre frutos e legumes, não me pareceu o género de ter lá no livro uma valente caracolada para curar... sei lá, conjuntivite? Mas tinha lógica: não há registos de caracóis com problemas de olhos ramelentos. Isso seria nojento. Já não serviriam para curar problemas de baba ou ranhoca, por exemplo.
"It would never be the same anyway."

sábado, 1 de dezembro de 2007

Genocídio, Ruanda



A História está cheia destas estórias incompreensíveis, ultrajantes.
Há alturas em que sinto mudanças no ar. Talvez seja só de casa.
Mas hoje sonhei que vivia algo não turbulento nem problemático. Assim limpinho. 
Depois li não sei onde: "o seu maior sonho vai realizar-se".
ieah

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

olha lá

Com que direito é que me desapareces durante um dia inteiro?
Preciso - exijo- atenção. Constante e ininterrupta.
Droga.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

crescida


Tenho muitas saudades de ti pequenina. Eras tão gira. A desenhar nos cantinhos da casa... A mãe: "mas que rabiscos são estes??"
A tua carinha marota de dois anos:"escadotes". Claro, como não?
A cantar aquela canção de Natal: "já nasceu o deus me livre, para o nosso beeeem" e tudo a chorar a rir.
A dizer: "um camito" (um bocadinho).
Vais deixando de ser a "pecanhicha".
A luta tornou-se de repente desigual, injusta tantas vezes, incompreensível na maioria. Crescer dói. A responsabilidade pesa. Aquilo que sempre desejaste e idealizaste para a tua idade adulta e independência afigura-se numa caminhada longa e cheia de espinhos. Mas é aí que também sentes o sabor das conquistas, do que te saiu do corpo e que valeu a pena. Porque vale sempre a pena desde que dês o teu melhor. Seja no que for. Essa é das poucas, senão a única, verdade que te posso garantir sem sombra de dúvidas.
Beijo irmã

domingo, 25 de novembro de 2007

A verdade é que é bom.
Tenho medo de acreditar e não posso fingir que não vejo os laivos do passado que não quero de volta.
Mas é bom...

vizinhos

Já conheci a senhora dos gatos (e cães) e também o arrogante de serviço: "Obras, que? dois anos?"
"Er... não, tou a contar com uns 40 dias..." - respondo já de sobreolho levantado.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

coisas estupidas que me acontecem II

Encher e esfregar as mãos em pasta de dentes tendo confundido a dita com o creme das mãos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Cous cous

A versatilidade é uma coisa que me fascina.
Como tinha práli um resto de algo parecido de salada de tomate com cebola decidi pôr a cozer um cous cous para acompanhar.
Enfadada com os longos dois minutos em que estava a olhar para a água a ferver, decido ir tomando uma banhoca.
"Hum... banhinho quente depois da corrida. Tão relaxante... só mais um bocadinho. Só mais outro bocadinho."
Vários bocadinhos depois:
"Que barulho tipo crepitar é este?" Espreito da porta da WC: "Não vejo labaredas, não deve ser nada de grave. Só mais este bocadinho."
Saio e, claro, cous cous colado à panela. Mas o que é lindo é que o que sobrou descolado estava óptimo e ficou uma delícia com o tomate e a cebola.
Daí a cena da versatilidade.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O Escolhido

Até que em fim tomei uma decisão.
Andou a fazer-se difícil, mas eu agarrei-o.
Aparece-me sempre de calções de praia e tudo o que lhe peço é atendido sem grandes complicações nem dificuldades. Já alterei mil vezes as condições e ele sempre sem vacilar. Atrasa-se um bocadinho a dar respostas, mas a isso já estou habituada.
Começou logo a tratar-me por "tu" sem grandes salamaleques de circunstância.
Diz "vocêzes" e é o empreiteiro da minha obra.

acerca da menina