segunda-feira, 3 de março de 2008
domingo, 2 de março de 2008
Os acentos!
Eu admito, sou obcecada com acentos e tenho vontade de gritar quando os vejo, coitadinhos, a acentuar ao contrário. Ainda agora saí de um blogue a correr porque tinha um "á".
Para meu horror, há dias foi no terminal de multibanco de uma bomba de gasolina da BP, um agonizante "ás" qualquer coisa.
Estão a tentar suprimir o `. Não permitirei. Sempre que posso esgatafunho nas listas de restaurantes ou faço aquele sorriso ignóbil e corrijo a quem de direito.
sábado, 1 de março de 2008
Sobre a guerra
Entre Ministério da Educação e professores tenho a dizer que:
- aquele casaquinho de cabedal que o secretário geral da fenfrof leva para todo o lado não se aguenta. E devo dizer de um reparo destes, só por vir da minha pessoa, é grave. E porquê? Porque sou do género que sai de casa com uma meia de cada cor ou a camisola ao contrário, isto nos dias bons. Sr. Mário Nogueira, vamos lá pelo menos a despir o casaquinho nem que seja nos estúdios de TV.
- as sobrancelhas da sra Ministra da Educação: muito out, além de que combinam com os lábios fininhos para dar um certo ar de mesquinhez. E nem vou falar sobre que tipo de pessoa fica lisonjeada com elogios do Valentim Loureiro. É que a senhora foi presenteada com um berloque horrendo que vinha dentro de uma caixa. Ao receber a dita caixa da mão de Valentim, esta fechou-se-lhe nos dedinhos sapudos e Maria de Lurdes nem um pio.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
duas coisas:
1 - *Momix: ontem fui ver e adorei. Se puderem aproveitem.
Para o (meu) pessoal da ginástica também serve de antevisão ao próximo esquema da Rítmica do ginásio clube do sul. Só que a imitação delas será mais reles, versão cú gordo a transbordar para fora dos limites do maillot.
2 - Batido de kiwi: não bebam, é nojento. Na verdade soou-me mal, mas como tenho a mania de provar tudo o que é esquisito... WRONG!
*Casino de Lisboa, Auditório dos Oceanos, até 16 de Março, 30 euros. Agora que vi o preço acho um exagero, eu fui à borliú.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Só mais esta:
O lavatório.
Era uma vez uma linda casa de banho privada, feita à minha medida. O mais simples possível e com um lindo lavatório de linhas direitas e de pousar em cima da pedra, para não dar azo a grandes trabalheiras.
No quinto dia de Dezembro encomendei esta peça, tão orgulhosa da minha escolha que até estava disposta a esperar três semanas por ela. Dia 10 de Janeiro soube que o lavatório escolhido tinha deixado de existir. "Foi descontinuado".
Esperneei q.b., resgatei o sinal e fui encomendar noutra loja um outro lavatório do mesmo género. "Duas semanas", disseram-me. Na construção civil tudo demora, pelo menos, duas semanas se é que não temos imprevistos pelo meio como o Natal, a passagem de ano, Carnaval ou chuvas torrenciais. Estávamos a 16 de Janeiro.
Hoje, dia 21 de Fevereiro, o lavatório ainda não chegou, aliás, veio um na semana passada mas chegou partido ao armazém. Está esgotado.
Por ironia, a WC está mesmo a minha cara: com um buraco ao centro onde falta a peça principal; à torneira da banheira falta uma peça qualquer e por isso não funciona e o chão tem uma mixórdia que borra os pés todos de quem lá entrar. Muito giro e tal, mas funcionar que é bom, nicles.
P.s: Para quem estiver a ponderar que andei este tempo todo sem banhinho, desenganem-se. Tenho outra, a Candy Shop, que funciona.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
De todas as coisas significativas que perdi durante a mudança o que mais me está a intrigar são os talheres.
Como é que eu fui perder os talheres?
Pode ser que ainda apareçam no meio dos livros, cds, produtos de casa de banho ou toalhas que são as únicas coisas que me falta arrumar. Aí deixa de ser intrigante para ser perturbador. Como é que a minha mente retorcida foi arranjar lógica para juntar talheres e gel de banho?
Vamos esperar pra ver.
Procuram-se Batman e Mickey
Todos os dias acordo num cenário tranquilo e idílico, campestre, em que se ouvem os passarinhos. Era isto mesmo que eu queria e sonhava e tudo correria bem se não fossem uns berros diários sempre por volta desta hora logo a seguir ao turbilhão do camião do lixo. Vou tentar recriar os quinze minutos de ruído matinal:
(o camião) bruáááá, braaaam, bruAAAAAAAm, BRUAAAAAAAM, STRAPAM PUM.
Alguns instantes depois:
-BAAAAAAAATMAN!!!!!
-MIIIIIIIIIIICKEY!!
Os gatos da minha vizinha.
Eu acho que ela só os deixa andar à solta para ter motivos para berrar a manhã toda. É que, vamos lá ver, são gatos e só vêm quando e SE lhes apetecer. Eu vejo-os da janela, sempre do lado oposto onde ela anda à procura, tranquilos a esfregarem-se nas ervas ou a apanhar banhos de sol.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Pessoas com cães
Acham gracinha a que eles roam algo insignificante como uma caixa de cartão e espalhem os pedaços desfeitos e ainda cheios de baba canina pela casa fora. Sorriem num misto de orgulho e pieguice total quando acordam de manhã com a respiração deles na cara, senão já com duas patas em cima dos lençóis lavados largando pelo e baba mais uma vez. Isto acontece ao cão menos baboso e mais escovado, nem vale a pena argumentar.
Programam a vida toda consoante os xixis da criatura. O momento alto do dia dos donos dos cães é durante o passeio quando os gajos lá fazem o favor de cagar.
E chamam-lhes o melhor amigo só porque têm uma festa pegada de saltos, olhos arregalados e brilhantes, língua de fora e outra vez mais saltos sempre que entram em casa nem que tenham saído só por dois segundos.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ora bem, pessoas:
Resolvi recomeçar a escrever no dia em que tomei o primeiro banho de água quente nesta casa. Na verdade isso foi ontem, mas eu já não ligo a preciosismos. Não depois do vidraceiro esquizofrénico me ter levado duas semanas a colocar dois vidros e um espelho, que eram pra ser dois, mas ele partiu o maior apenas ao tirá-lo da carrinha. Não depois de ter entrado na minha casa e ter dado de caras com o brasileiro ajudante do esquizofrénico encostadíssimo às minhas paredes brancas imaculadas. É que o vidraceiro, não tendo mais ninguém, pediu ajuda a este senhor, que é barbeiro. Não depois de ter dito ao dito senhor que não podia ficar assim com o duche porque as duas portas não só não eram coincidentes como estavam tão tortas, mas tão tortas que a minha casa de banho parecia um quadro surrealista ou saída de um pesadelo qualquer. E ele, tremendo e gordo, a suar, leva as mãos à cabeça e exclama: isto é demais, vou-me embora. Estava lá há 5 minutos.
Tudo isto foram peanuts perto do problema de fuga total de gás criada por alguém irresponsável que me fez ter que desmontar a cozinha toda.
E agora encerro este capítulo porque já não há pachorra.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Tenho andado tão irritada, que não me apetece escrever.
Depois conto-vos tudo: o vidraceiro esquizofrénico e seu filho ex-presidiário; as tomadas e interruptores em vias de extinção; as limpezas obcessivo-compulsivas da minha mãe sempre na véspera de mais lixo a ser feito; a saga da cozinha... e espero que não muito mais.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Adoro fazer algumas coisas de homem
Trocar de pneus, não.
Hoje fui a um armazém buscar os materiais que me faltavam porque estou demasiado irrequieta* para esperar que mos tragam. Fiz logo amizade com o senhor responsável que até fez questão de me levar numa visita guiada pelo - ainda em montagem - showroom onde têm vários ambientes em exposição. Foi uma animação: toda a gente dentro daquele armazém estava disponível para me ir buscar as coisas e arrumar no meu muito feminino e por isso atafulhado de inutilidades porta bagagens. Se bem que achei um bocadinho de exagero cinco pessoas para quatro caixas de azulejos.
Bem falta me fizeram já deste lado, de volta à realidade, quando tive que alancar com todas do carro pra fora, elevador acima e casa adentro.
*eufemismo para absolutamente histérica e incapaz de estar parada por mais de dez minutos.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Family Overdose
Onde foste hoje à tarde?
Vais e voltas, ou ficas lá?
Jantas? Almoças?
Tens tudo preparado pra amanhã?
A que horas vais?
E amanhã, chegas a que horas?
Os azulejos já chegaram?
E quando vem o frigorífico?
E a pedra?
Vens tarde?
Três dias disto e já só rosno.
E quando cada um pergunta o mesmo só que em alturas separadas?
Sim, claro que além de tudo tenho um problema com perguntas.
Ah, contextualizando: as obras ainda não acabaram e estou de estadia em casa dos meus pais.
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