domingo, 10 de agosto de 2008

Paparrra

Eu também gosto e concordo que fica no ouvido, mas não deixa de ser irónico o "Rap da Armas" ser a música de fundo das festas glamour e fashion das tiazocas da nossa praça (pelo menos). Elas pelam-se por abanar os corpinhos malhados e lipoaspirados ao som da música da favela.
E estas festas são óptimas, mais animadas de cada vez que visitam o WC. Pagam pela animação ao mesmo tempo que financiam o tráfico, a compra de armas e a criminalidade de que tanto se queixam quando visitam a Cidade Maravilhosa de onde vem o beat que as faz vibrar.
clac BUM!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Como é que alguém chama "Muler" duas vezes (era para termos a certeza) ao Mulder dos Ficheiros Secretos numa peça de telejornal?
Com tanta gente boa no desemprego, a TVI continua a dar emprego a estas antas. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ser mulher

E conduzir um carro é mais ou menos isto:
não dar passagem a ninguém em nenhum cruzamento passando devagar sem sequer virar a cabeça; não parar nas passadeiras porque ops estava distraída; demorar horas para sair da bomba de gasolina nem que esteja uma fila de duzentos kilómetros atrás de nós; passear a casa toda no porta bagagens; fazer colecção de garrafas de água e migalhas de bolacha no interior do carro; ter crises de choradeiras fenomenais e continuar a conduzir.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

odeio Agosto

segunda-feira, 28 de julho de 2008

De Gritos

Os homens portugueses queixam-se que nós somos "muito fechadas".
Após mais ou menos 15 anos de análise e experiência concluo que, a ser verdade, muito eles contribuem para tal. Tenho alguma autoridade na comparação com outros povos porque uma vez por outra dou uns passeios por esse mundo fora.
Vou só dar dois exemplos comparativos que ocorrem quando, nem que seja por uns singelos segundos, nos atrevemos a pôr o pézinho na rua.

Há dez anos:

em Itália com as amigas:
- ti amo!
- bellissima!
reacção: risinhos, alguns acenos e boa disposição geral.

chegadas a Lisboa, logo no aeroporto:
- mesmo boas!
- (o muito em voga na altura) Eh carapau!
reacção: vontade geral de vomitar e algumas tentativas de entrar no vôo seguinte para Itália.

Na semana passada:

passeando no Porto, sai uma cabeça de um carro que acaba de me fazer uma tangente:
- oh boua!
reacção: notinha mental para comprar uma metralhadora e rebentar-lhe os miolos.

passeando em São Paulo, um motoboy bastante afastado:
- gataaa!
reacção: sorriso aberto ao rapazola que seguiu sua vidinha fazendo adeus.

Concluo que os homens portugueses não têm jeito nenhum para abordar desconhecidas na rua e disfarçam a insegurança com agressividade. É que a simpatia custa muito mais a sair e assim não saem de orgulho ferido. Quando em grupos as criaturas competem na estupidez e chegam a ser ofensivos.
Vamos lá sair das cavernas, meus senhores.

domingo, 20 de julho de 2008

Híbridos

- A senhora, o que vai beber?
debaixo do cabelo comprido e das mamas 38 aparece a carantonha de barba e bigode:
- Água!


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Suburbano tem perna curta

Deve ter sido o que pensaram os carolas que enfiaram os banquinhos no combóio que faz a ligação Lisboa-Margem Sul pela Ponte 25 de Abril. Tendo os conjuntos de quatro a lotação completa e os seus ocupantes, excluindo-se crianças, anões e eventualmente alguns asiáticos, têm de combinar entre olhares confusos (ou não) quem vai de pernas juntas e de pernas abertas assim encaixadinhos pois esta é a única forma de dois seres humanos caberem frente a frente.
Ora, meus amigos, até os cacilheiros têm um pitch mais confortável, qual foi a ideia? Que a malta do subúrbio vai encolhendo ao longo de gerações ou que gostamos de roçar os joelhos em desconhecidos?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

o telefone da velha passa o dia a tocar

Ou está surda, ou está morta ou tem mais o que fazer do que atender o telefone que toca sem parar o dia todo.
Mas alguém liga a uma velha às onze da noite? Se for algum apaixonado e que me esteja a ler por favor volte à moda antiga e escreva umas cartinhas perfumadas ou adopte outra merda qualquer mais silenciosa.
Até já imaginei o telefone numa camilha, ultimo grito da piroseira da moda antiga que parece que também é retro, em cima do naperon amarelado. E a velha, caída, dentro de uns collants cinzentos, a entrar em decomposição.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

too loud

Adormecer a ver algum dos canais FOX é coisa que a pessoa não consegue. Durante os intervalos o som aumenta de tal maneira que um urso a hibernar ia poder jurar que tinha começado a primavera e todos os pássaros adquirido um sistema stereo surround para as cordas vocais.
Tudo bem que posso agradecer a isso o facto de o meu sofá ter muito menos baba do que quando não tinha tv cabo, uma vez que não consigo adormecer durante mais do que uns 30 minutos de cada vez. Mas não era proibido? 
Ah, sim, tal como utilizar crianças em anúncios comerciais e passar publicidade no cinema com as luzes apagadas. Já me esquecia.

terça-feira, 1 de julho de 2008

"O mundo inteiro está grávido"

A frase é de uma inspirada amiga.
Três delas estão grávidas e só nos últimos dois anos nasceram o Tiago, o Rodrigo, a Bia, o Isaac, a Maria, o Vicente para só falar nos que me são próximos.
Já ouve quem mudasse de casa, de profissão, de cidade, de país, de namorado, de visual, de personalidade (não, de sexo acho que ninguém mudou) mas nunca uma fase da vida mexeu tanto connosco. 
Não sei se é um sentimento egoísta de não estar habituada a partilhá-las com ninguém e agora vou ter de o fazer com toda uma multidão pessoas carecas e dependentes. 
O que tem de bom é que já sei tudo sobre mamas que crescem desmesuradamente; as posições sexuais mais adequadas quando se tem uma barriga de seis meses; mamas tipo bisnagas de leite tal é a força do esguicho e todo o tipo de situações bem mais gráficas que nem eu nem vocês vão querer que especifique. 
Esta turma não ia ter conversas normais, tipo sobre estrias. 

terça-feira, 17 de junho de 2008

My Girls

Podem vir todas as nuvens.
Faço parte de uma constelação.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

sobre as meias azul bebé da selecção holandesa

Qual é a erva que nos torna daltónicos?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Domingueiros aos rubro.


Eu não sabia, mas vim morar, de verão, com todas as pessoas que vêm, sabe-se lá de onde tamanho é o farnel que trazem às costas, para a praia. Estas pessoas também se recusam a pagar o parque de estacionamento e preferem participar na longa romaria pedestre até esses dois metros de areia ao longo de um quilómetro junto ao mar a que chamam praia. Tenho, por isso, que partilhar o meu espaço com toda esta gente pobre (mas que ainda consegue sustentar um carro) que se amontoa aos feriados e domingos à porta da minha casa.
Chegam cedinho para conseguir os lugares à sombra. Eu acordo, não com habitual som dos passarinhos, mas com o bater das portas dos senhores banhistas que ainda discutem quase dentro da minha varanda quem é que leva o chapéu de sol e quem leva a geleira com o farnel. Mais as criancinhas a arrastar o balde e as pás. Ou os bebés nos carrinhos com uma fralda tapar do sol e a contribuir para o efeito de estufa dentro da refrescante maxicosi de veludo.
Os casais de velhotes que já mal se arrastam para andar mas ainda carregam às costas as cadeiras de lona, o que na verdade é uma boa ideia porque duvido que haja espaço para toda a gente estar na horizontal. 
Os casais de namorados em que ele vem passear a pranchinha de surf e ela finge que ainda acha o máximo, mas aqueles calções coçados e enfiados na gaveta já denunciam o enfado inevitável.
Se calhar vou deixar de ser snob e passo a vender salgadinhos aqui mesmo à porta.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Como assim o "Sexo e a Cidade" não estreou no Fórum Almada?!
Deverá isto significar que não querem um bando de mulheres histéricas a correr desenfreadas pelos corredores dessa grande ode ao consumismo? 
Será que vou ter que sair da toca para ir ao cinema? 
Vou reflectir bastante sobre isso, hoje ainda.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

bloqueadores de conversa


Por algum motivo que me ultrapassa a maioria das pessoas gosta de iniciar uma conversa comigo falando de viagens. Ok, na verdade o motivo é óbvio, tudo bem.
Mas as pessoas não contam as coisas giras das viagens, coisas que tenham aprendido, visitado, curiosidades, comidas boas, etc. Não, dão largas a um rol interminável de queixas: os problemas que tiveram com a bagagem perdida, os vómitos que a turbulência lhes deu e os séculos que demoraram a levar-lhe o maldito copo de água. Eu, impossibilidade de lhes resolver o problema, até porque viajo muito, mas ainda não faço regressos ao passado e numa demonstração máxima da minha simpatia habitual, dou-lhes o tratamento: "talk to the hand". 
Fui a uma festa e alguém iniciou uma conversa comigo dessa mesma maneira: "estás no longo curso? Eu faço imensas viagens, acho que nunca te apanhei". Se eu já sou uma pessoa fácil e acessível, claro que adivinham a resposta: "Sério?! bem, que estranho, somos só DOIS MIL!"

Agora aqui vão umas dicas: 
* é bom fazer perguntas que demonstrem interesse pelo que a outra pessoa faz, mas esperem para ser essa mesma pessoa a abordar o assunto;
* não, não temos viagens grátis muito menos pelo resto da vida;
* não, não ficamos semanas de férias  ao mesmo tempo e no mesmo hotel que os passageiros, isso é nas companhias charter;
* não sei de cor os tempos de vôo para o mundo inteiro;
* não tenho puta de ideia sobre os preços dos bilhetes em nenhuma companhia aérea;
* nunca tive nenhum acidente, nem histórias giras para contar porque as únicas coisas giras que os passageiros fazem a bordo é: vomitar, dar puns e disseminar o cheiro a chulé. Diz que algumas passageiras também aproveitam para se começarem a prostituir em altitude, mas isso é sem o meu conhecimento.

'Tá esclarecido? 

acerca da menina