terça-feira, 2 de dezembro de 2008

De todas as perguntas estúpidas que já me fizeram a bordo de um avião, resolvi destacar esta:

passageiro de ar preocupado:
- desculpe, mas posso tomar este comprimido? quer dizer, por causa da diferença de pressão não há problema?

eu, morta de riso, ponho o ar mais sério possível:
- a cápsula está em vácuo? Não? Então pode.




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Milita* inovadora

Achei moderninho o PCP, partido no poder em Almada há 34 anos, ter vendido o Cristo-Rei à Samsung.
Moderninho e subtil.


*Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada.

samsung.jpg

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Insólito

Descobri que o português de Portugal é muito melhor para agredir e insultar do o do Brasil, assim:

No corredor do hotel estava uma mulher com ar agressivo à espera do elevador. Exasperada pela espera de um exagero de 10 segundos corre para o fim do corredor para carregar frenética nos botões de chamada do elevador. Chega o elevador. Abre-se a porta na extremidade oposta onde ela estava e, claro, era mesmo a que estava à minha frente. Entro. 
Carrego no botão para o piso "térreo". Ela vem esbaforida e faz um gesto de cortar a minha mão se ela ainda estivesse no painel de botões.
Olho incrédula para ela e reparo que é mais alta do que eu, tem um cigarro na mão está a olhar para mim, mas sem mover a cabeça. Praticamente a descolar a retina só para o conseguir.
Dá-se o seguinte diálogo:

a gaja: - nunca ninguém txi' insinou que os mais velhos apertam primeiro o botão?!
eu: - ah é? quem disse?

a gaja: - cala-txe!
eu: - cala-te tu, cabra.

Saiu do elevador, esbaforida. 

Para ter o mesmo efeito ela teria que gastar muito mais palavras dizendo algo como:
- cale você a boca, sua mocréia.

1-0 ganha Portugal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A força nas palmas

Adoro aqueles condutores que abrem a mãozinha no volante nas curvas ou numa sequência de manobras como no estacionamento. Como que a dizer: "eu domino este veículo na perfeição, ok?" um Ok arrastado e pedantezinho. 
Estou a lembrar-me de vários amigos que o fazem, mas este post não tem nada a ver chuac, chuac, beijinho, gosto muito de vocês.
Mas então, ainda hoje apanhei uma dessas criaturas, a 10 à hora numa rotunda, olhando pelo espelho retrovisor o que lhe deu um excelente ângulo da minha cara de grito quando se atravessou nas duas únicas faixas. Uma prática também muito popular entre os senhores condutores.
De mãozinha aberta a rodar o volante e à velocidade de dono do tempo e do mundo aos esses na puta da rotunda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Rinite alérgica

Ou litros infinitos de ranho a sair do meu nariz,  
ou exercício abdominal forçado durante horas a fio pela tosse de cão.

E vim eu do outro lado do mundo para isto.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Resposta a uma pergunta


Incontornável

Peço desculpa aos meus leitores por manipular à má fila as datas, já que faço este post em 20 de Novembro, o dia em que me perguntaram se tinha estado neste bar em Pokhara, no Nepal. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Detox

Ainda nao cheguei a lisboa. Estou a meio caminho do que se possa chamar civilizacao. Quinze dias depois da desconstrucao daquilo a que posso chamar conforto, bens de primeira necessidade e bem estar.

Tive frio, senti cansaco, duvidei da possibilidade de aguentar o dia seguinte. Fiquei euforica pela possibilidade de um balde de agua quente para tomar banho. Achei nojentinho um buraco na areia para servir de WC e preferi o relento e as testemunhas ocasionais.

A cancao da montanha: lessam piriri ou la como cantava o Tula, nosso guia, e seu ajudantes: Sonam, Ram e Aitu. A confusao dos ginger tea, lemon, nepali, blac, milik tea, mint...
Sete quedas num dia, resmunguice e reconhecimento da fraqueza. Humildade que permitiu aceitar ajuda.

O nascer do sol na montanha, os enjoos no Annapurna Base Camp. A subida aos 4300 metros de altitude por casmurrice e consequente arrependimento pela camada de nervos na descida desajeitada. Sou a ausencia de intinto montanhes.

Andei de caiaque.
O bolo de chocolate feito em campismo selvagem pela equipa do Sam no mesmo dia do arroz de galinha acabada de matar a nossa frente.

Venci alguma coisa. Vejo que ainda me falta muito.

O nosso grupo de 11 onde consegui ser a unica a saber o que sao unhas de gel. Logo eu.

O meu livro de apontamentos esta vazio, gosto mais do blog, a quente.
Aproveito para estcrever nesta lentidao de internet que me permite demorar a acaeder a minha vida real e comecar o stress. Pouco, pois deixei essa vida real em boas maos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Katmandu

Tao diferente, tao diferente

Que vi vacas na rua a andar no passeio no meio das pessoas e no primeiro segundo pensei: mas que grand anois gigante.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

VOU




Ainda me lembro de ser miúda e viajar era ir e pronto.
Agora temos as depilações, os cabelos, as unhas e todo o respectivo material de apoio e manutenção que temos que acomodar algures nos 20kg de bagagem permitidos a menos que queiramos uma escandaleira em redor do nosso necessaire em pleno raioX. 

Tenho medo de ter frio
Tenho medo de ficar doente
Tenho medo da comida
Sei que estou a exagerar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Coisas estupidas que me acontecem IV

Entre milhares de coisas inúteis que nunca uso existem duas embalagens parecidas no meu necessaire: a água termal (Evian) e a água no mar (Iyomer) para o nariz quando entupido.

Já adivinharam? claro, Iyomer nas fuças. Com frequência.
O contrário só não acontece porque o borrifador da Evian não me cabe nas narinas.

sábado, 4 de outubro de 2008

Vizintrometido

Tenho um vizinho que é amigo de um amigo de uma amiga minha. Demasiado excitadinho para o meu gosto, hoje encontrou-me a caminho do meu jogging:

- olá! Vais correr? Eu também gosto, podíamos combinar...
- eu corro sozinha, prefiro.

- eu não te ia incomodar, ficava calado para não perder o fôlego e...
- a sério, mesmo que encontre um desconhecido mudo de direcção.

- no outro dia vi-te de bicicleta, gostas de andar? eu sei uns caminhos giríssimos para passeios, podíamos...
- olha, tudo o que me vires a fazer sozinha é por gosto, não por falta de companhia. Agora vou andando, adeus.

- tens visto o...
- vais calar-te ou deixo-te a falar sozinho e desato a correr?

- ahaha (riso forçado) És antipática.
- só nos meus dias bons.

E para castigo, ligo os fones e um engraçadinho qualquer consegue a proeza de me fazer ouvir a buzina do carro. O senão de levar a música alta nos ouvidos é que, quando oiço alguma coisa vinda do exterior, terá potência suficiente para me fazer saltar de susto. Claramente mais hilariante do ponto de vista do utilizador.

Bifinhos

É o que me ocorre chamar aos putos do campeonato mundial de surf (júnior). 

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Velhos de molho

A piscina onde pratico natação livre tem oito pistas. Eu estou sempre o mais longe possível dos outros ou, caso seja a única, na pista dois. De vez em quando há um velho que vai à mesma hora e entra sempre ao meu lado, pista três. Já mencionei que há OITO? Ora, se ainda fosse só ter que aguentar a visão do velhadas de tanga esgaçada, mas não. A criatura perfuma-se antes de entrar na piscina de modo que a fragrância adocicada OLD MAN flutua directa ao meu nariz. Como se não bastasse, o monte de pele flácida apenas chapinha e flutua em vez de nadar. 
Eu já tentei o olhar 31, mas os óculinhos que tenho que usar não facilitam. Vai de nadar mariposa e agitar aquela piscina que até sai água para fora. Não resulta.
Pior, hoje levou uma amiga que se coloca na pista um. Entenda-se que fiquei cercada por duas baleias séniores que aproveitavam para conversar em cada uma das extremidades da piscina.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CSI Miami

Estou preocupada com o Horacio. De certeza que ele tem um torcicolo e aquilo é grave porque dura há muitos episódios. É cervical, só pode.

Amizades de mercearia

Um dos meus problemas quando vim morar sozinha para fora da vizinhança habitual que me conhece pelo nome foi então e agora onde é que eu vou comprar fruta? Tive que começar do zero, experimentei várias mercearias e decidi-me pela mais perto de casa. Dois anos depois e já me guardavam os figos ou diziam essas uvas hoje não menina, volte cá amanhã, então como estava lá no Brasil, tenho saudades de Punta Cana, este ano vou à República Domingana.
Entretanto mudei-me e aqueles meus amigos já não me ficavam à mãe de semear, mudei de amigos. Um dia fui apanhada pelos amigos antigos com sacos dos novos amigos na mão, fizeram-me aquele olhar e soube que a relação tinha terminado ali.
Entretanto decidi que gosto mesmo é de ir à praça porque é mais barato e também já tenho lá os meus amigos que me arrumam as compras de maneira a me caber tudo na mochila e não se esborracharem as ameixas debaixo do ananás. Mas tenho que ser fiel ali. Mesmo que me apeteça muito os morangos da banca do lado, não posso. 

Só me falta cortar o cordão umbilical na farmácia. Ainda vou a Almada de propósito. Talvez porque aqui ao pé um imbecil me perguntou aos berros: O QUE É ISSO NUVARING? E não gostei de ter de gritar UM ANEL VAGINAL.

acerca da menina