quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal: 30º à sombra

Este ano tive que passar a consoada fora da minha família. Foi o Natal com família de outros. Que não me dizem nada. Lamento, mas foi uma noite normal para mim. Por muito "ah que bom pelo menos vais para o calor", ou "fazes a troca de prendas depois", há momentos que, uma vez perdidos, são irrecuperáveis. 
Agora não me peçam para mudar o Natal de lugar. Nem me falem em trocas de prendas com estranhos, já que nem com amigos eu acho graça. 
O meu Natal é a minha família, por hipócrita que seja o esforço por nos darmos bem nesta altura, não me interessa. Se tudo o que tivermos for uma época por ano, seja. 
Não ligo a presentes, não ligo a festas se não tiver tido os teatrinhos das primas, as risotas, a cumplicidade de irmãs.
Neste dia 25 vim de observadora. Ver como é no outro lado do mundo com neve a fingir a enfeitar palmeiras de Natal ou pinheiros artificiais. 
Porque o meu Natal, esse, ficou em Lisboa.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Olhem

Empandeirei o mac, foi o que aconteceu.
Mas consegui consertá-lo. O que prova não só que sou mesmo muito teimosa e forreta, mas também uma desenrasca porque quando quando fui averiguar à fnac e à apple o tempo que demoram os arranjos e os preços saí de lá correr e com os cabelos no ar. Vamos ver quanto tempo dura.

E neste contexto tive que reinstalar o Kanguru: o drama, o horror. Oiço de tudo lá nos call center (eu que me armo sempre de pachorra extra porque já trabalhei num) a partir do momento em que refiro que estou a utilizar um mac: 

"oh diabo..."
"pode aguardar só um momento?" vezes mil.
*suspiros* muitos

E há por fim os que, em desespero de causa, me desligam o telefone. 
Ligo de novo, já decorei as sequência de teclas a carregar para ir para a assistência técnica: 11612.
Atende a senhora, pede-me para aguardar quando: 
- menciono o mac
- digo que utilizo o tiger (os nossos sistemas operativos têm nomes felinos, ok?)
- digo qual o erro que me aparece.

Digo à senhora na máxima da minha calma que se quiser eu ligo de novo e tento falar com alguém que esteja mais à vontade, mas a pensar: esta gaja não percebe nada desta merda.

5 minutos depois tinha a net a bombar. Estava há 3 dias sem conseguir que alguém me ajudasse.
Ok, agora pede-me uma password que nunca tinha pedido. 
Whatever.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Uma bonita e pertinente analogia

Comer ananás faz-me aftas. Mas nem por isso deixo de o comer. 
Gosto muito, sabe-me bem e não penso que depois vou estar uns tempos sem ter prazer em comer mais nada.
Não chego a enjoar porque as aftas impedem-me de comer muito. Assim, quando tenho a boca curada, volto a comer ananás.
De todas as perguntas estúpidas que já me fizeram a bordo de um avião, resolvi destacar esta:

passageiro de ar preocupado:
- desculpe, mas posso tomar este comprimido? quer dizer, por causa da diferença de pressão não há problema?

eu, morta de riso, ponho o ar mais sério possível:
- a cápsula está em vácuo? Não? Então pode.




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Milita* inovadora

Achei moderninho o PCP, partido no poder em Almada há 34 anos, ter vendido o Cristo-Rei à Samsung.
Moderninho e subtil.


*Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada.

samsung.jpg

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Insólito

Descobri que o português de Portugal é muito melhor para agredir e insultar do o do Brasil, assim:

No corredor do hotel estava uma mulher com ar agressivo à espera do elevador. Exasperada pela espera de um exagero de 10 segundos corre para o fim do corredor para carregar frenética nos botões de chamada do elevador. Chega o elevador. Abre-se a porta na extremidade oposta onde ela estava e, claro, era mesmo a que estava à minha frente. Entro. 
Carrego no botão para o piso "térreo". Ela vem esbaforida e faz um gesto de cortar a minha mão se ela ainda estivesse no painel de botões.
Olho incrédula para ela e reparo que é mais alta do que eu, tem um cigarro na mão está a olhar para mim, mas sem mover a cabeça. Praticamente a descolar a retina só para o conseguir.
Dá-se o seguinte diálogo:

a gaja: - nunca ninguém txi' insinou que os mais velhos apertam primeiro o botão?!
eu: - ah é? quem disse?

a gaja: - cala-txe!
eu: - cala-te tu, cabra.

Saiu do elevador, esbaforida. 

Para ter o mesmo efeito ela teria que gastar muito mais palavras dizendo algo como:
- cale você a boca, sua mocréia.

1-0 ganha Portugal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A força nas palmas

Adoro aqueles condutores que abrem a mãozinha no volante nas curvas ou numa sequência de manobras como no estacionamento. Como que a dizer: "eu domino este veículo na perfeição, ok?" um Ok arrastado e pedantezinho. 
Estou a lembrar-me de vários amigos que o fazem, mas este post não tem nada a ver chuac, chuac, beijinho, gosto muito de vocês.
Mas então, ainda hoje apanhei uma dessas criaturas, a 10 à hora numa rotunda, olhando pelo espelho retrovisor o que lhe deu um excelente ângulo da minha cara de grito quando se atravessou nas duas únicas faixas. Uma prática também muito popular entre os senhores condutores.
De mãozinha aberta a rodar o volante e à velocidade de dono do tempo e do mundo aos esses na puta da rotunda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Rinite alérgica

Ou litros infinitos de ranho a sair do meu nariz,  
ou exercício abdominal forçado durante horas a fio pela tosse de cão.

E vim eu do outro lado do mundo para isto.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Resposta a uma pergunta


Incontornável

Peço desculpa aos meus leitores por manipular à má fila as datas, já que faço este post em 20 de Novembro, o dia em que me perguntaram se tinha estado neste bar em Pokhara, no Nepal. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Detox

Ainda nao cheguei a lisboa. Estou a meio caminho do que se possa chamar civilizacao. Quinze dias depois da desconstrucao daquilo a que posso chamar conforto, bens de primeira necessidade e bem estar.

Tive frio, senti cansaco, duvidei da possibilidade de aguentar o dia seguinte. Fiquei euforica pela possibilidade de um balde de agua quente para tomar banho. Achei nojentinho um buraco na areia para servir de WC e preferi o relento e as testemunhas ocasionais.

A cancao da montanha: lessam piriri ou la como cantava o Tula, nosso guia, e seu ajudantes: Sonam, Ram e Aitu. A confusao dos ginger tea, lemon, nepali, blac, milik tea, mint...
Sete quedas num dia, resmunguice e reconhecimento da fraqueza. Humildade que permitiu aceitar ajuda.

O nascer do sol na montanha, os enjoos no Annapurna Base Camp. A subida aos 4300 metros de altitude por casmurrice e consequente arrependimento pela camada de nervos na descida desajeitada. Sou a ausencia de intinto montanhes.

Andei de caiaque.
O bolo de chocolate feito em campismo selvagem pela equipa do Sam no mesmo dia do arroz de galinha acabada de matar a nossa frente.

Venci alguma coisa. Vejo que ainda me falta muito.

O nosso grupo de 11 onde consegui ser a unica a saber o que sao unhas de gel. Logo eu.

O meu livro de apontamentos esta vazio, gosto mais do blog, a quente.
Aproveito para estcrever nesta lentidao de internet que me permite demorar a acaeder a minha vida real e comecar o stress. Pouco, pois deixei essa vida real em boas maos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Katmandu

Tao diferente, tao diferente

Que vi vacas na rua a andar no passeio no meio das pessoas e no primeiro segundo pensei: mas que grand anois gigante.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

VOU




Ainda me lembro de ser miúda e viajar era ir e pronto.
Agora temos as depilações, os cabelos, as unhas e todo o respectivo material de apoio e manutenção que temos que acomodar algures nos 20kg de bagagem permitidos a menos que queiramos uma escandaleira em redor do nosso necessaire em pleno raioX. 

Tenho medo de ter frio
Tenho medo de ficar doente
Tenho medo da comida
Sei que estou a exagerar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Coisas estupidas que me acontecem IV

Entre milhares de coisas inúteis que nunca uso existem duas embalagens parecidas no meu necessaire: a água termal (Evian) e a água no mar (Iyomer) para o nariz quando entupido.

Já adivinharam? claro, Iyomer nas fuças. Com frequência.
O contrário só não acontece porque o borrifador da Evian não me cabe nas narinas.

sábado, 4 de outubro de 2008

Vizintrometido

Tenho um vizinho que é amigo de um amigo de uma amiga minha. Demasiado excitadinho para o meu gosto, hoje encontrou-me a caminho do meu jogging:

- olá! Vais correr? Eu também gosto, podíamos combinar...
- eu corro sozinha, prefiro.

- eu não te ia incomodar, ficava calado para não perder o fôlego e...
- a sério, mesmo que encontre um desconhecido mudo de direcção.

- no outro dia vi-te de bicicleta, gostas de andar? eu sei uns caminhos giríssimos para passeios, podíamos...
- olha, tudo o que me vires a fazer sozinha é por gosto, não por falta de companhia. Agora vou andando, adeus.

- tens visto o...
- vais calar-te ou deixo-te a falar sozinho e desato a correr?

- ahaha (riso forçado) És antipática.
- só nos meus dias bons.

E para castigo, ligo os fones e um engraçadinho qualquer consegue a proeza de me fazer ouvir a buzina do carro. O senão de levar a música alta nos ouvidos é que, quando oiço alguma coisa vinda do exterior, terá potência suficiente para me fazer saltar de susto. Claramente mais hilariante do ponto de vista do utilizador.

Bifinhos

É o que me ocorre chamar aos putos do campeonato mundial de surf (júnior). 

acerca da menina