quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

chouriços

Entro na minha casa e cheira a chouriço assado. Muito.
Alguém em faça o grande favor de me inventar uma lenha sem cheiro.
Agora que já sei acender a lareira, descubro que não aguento o cheiro. 

E também não me caíram pipis fritos pela chaminé abaixo. Podia jurar que tinha um ninho de pássaros lá dentro. Pena. 

sábado, 27 de dezembro de 2008

Adoro quando meto medo

Andava hoje de manhã na correria das compras. Tinha 40 minutos para ir ao supermercado,à praça e decidi que também tinha que ser hoje que estreava a lareira. Portanto, comprar lenha.
Estou a sair do Mini-Preço e oiço um carocho atrás de mim:
"tão querida, sim senhor"
Estava mesmo ao pé do meu carro, atiro as compras lá para dentro e desato a correr em direcção à praça.
O carocho, que já ía à frente, olha para mim, arregala os olhos e e desata também a correr.
Afinal? Não sou querida o suficiente que queiras arriscar ficar parado se começar a correr na tua direcção.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal: 30º à sombra

Este ano tive que passar a consoada fora da minha família. Foi o Natal com família de outros. Que não me dizem nada. Lamento, mas foi uma noite normal para mim. Por muito "ah que bom pelo menos vais para o calor", ou "fazes a troca de prendas depois", há momentos que, uma vez perdidos, são irrecuperáveis. 
Agora não me peçam para mudar o Natal de lugar. Nem me falem em trocas de prendas com estranhos, já que nem com amigos eu acho graça. 
O meu Natal é a minha família, por hipócrita que seja o esforço por nos darmos bem nesta altura, não me interessa. Se tudo o que tivermos for uma época por ano, seja. 
Não ligo a presentes, não ligo a festas se não tiver tido os teatrinhos das primas, as risotas, a cumplicidade de irmãs.
Neste dia 25 vim de observadora. Ver como é no outro lado do mundo com neve a fingir a enfeitar palmeiras de Natal ou pinheiros artificiais. 
Porque o meu Natal, esse, ficou em Lisboa.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Olhem

Empandeirei o mac, foi o que aconteceu.
Mas consegui consertá-lo. O que prova não só que sou mesmo muito teimosa e forreta, mas também uma desenrasca porque quando quando fui averiguar à fnac e à apple o tempo que demoram os arranjos e os preços saí de lá correr e com os cabelos no ar. Vamos ver quanto tempo dura.

E neste contexto tive que reinstalar o Kanguru: o drama, o horror. Oiço de tudo lá nos call center (eu que me armo sempre de pachorra extra porque já trabalhei num) a partir do momento em que refiro que estou a utilizar um mac: 

"oh diabo..."
"pode aguardar só um momento?" vezes mil.
*suspiros* muitos

E há por fim os que, em desespero de causa, me desligam o telefone. 
Ligo de novo, já decorei as sequência de teclas a carregar para ir para a assistência técnica: 11612.
Atende a senhora, pede-me para aguardar quando: 
- menciono o mac
- digo que utilizo o tiger (os nossos sistemas operativos têm nomes felinos, ok?)
- digo qual o erro que me aparece.

Digo à senhora na máxima da minha calma que se quiser eu ligo de novo e tento falar com alguém que esteja mais à vontade, mas a pensar: esta gaja não percebe nada desta merda.

5 minutos depois tinha a net a bombar. Estava há 3 dias sem conseguir que alguém me ajudasse.
Ok, agora pede-me uma password que nunca tinha pedido. 
Whatever.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Uma bonita e pertinente analogia

Comer ananás faz-me aftas. Mas nem por isso deixo de o comer. 
Gosto muito, sabe-me bem e não penso que depois vou estar uns tempos sem ter prazer em comer mais nada.
Não chego a enjoar porque as aftas impedem-me de comer muito. Assim, quando tenho a boca curada, volto a comer ananás.
De todas as perguntas estúpidas que já me fizeram a bordo de um avião, resolvi destacar esta:

passageiro de ar preocupado:
- desculpe, mas posso tomar este comprimido? quer dizer, por causa da diferença de pressão não há problema?

eu, morta de riso, ponho o ar mais sério possível:
- a cápsula está em vácuo? Não? Então pode.




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Milita* inovadora

Achei moderninho o PCP, partido no poder em Almada há 34 anos, ter vendido o Cristo-Rei à Samsung.
Moderninho e subtil.


*Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada.

samsung.jpg

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Insólito

Descobri que o português de Portugal é muito melhor para agredir e insultar do o do Brasil, assim:

No corredor do hotel estava uma mulher com ar agressivo à espera do elevador. Exasperada pela espera de um exagero de 10 segundos corre para o fim do corredor para carregar frenética nos botões de chamada do elevador. Chega o elevador. Abre-se a porta na extremidade oposta onde ela estava e, claro, era mesmo a que estava à minha frente. Entro. 
Carrego no botão para o piso "térreo". Ela vem esbaforida e faz um gesto de cortar a minha mão se ela ainda estivesse no painel de botões.
Olho incrédula para ela e reparo que é mais alta do que eu, tem um cigarro na mão está a olhar para mim, mas sem mover a cabeça. Praticamente a descolar a retina só para o conseguir.
Dá-se o seguinte diálogo:

a gaja: - nunca ninguém txi' insinou que os mais velhos apertam primeiro o botão?!
eu: - ah é? quem disse?

a gaja: - cala-txe!
eu: - cala-te tu, cabra.

Saiu do elevador, esbaforida. 

Para ter o mesmo efeito ela teria que gastar muito mais palavras dizendo algo como:
- cale você a boca, sua mocréia.

1-0 ganha Portugal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A força nas palmas

Adoro aqueles condutores que abrem a mãozinha no volante nas curvas ou numa sequência de manobras como no estacionamento. Como que a dizer: "eu domino este veículo na perfeição, ok?" um Ok arrastado e pedantezinho. 
Estou a lembrar-me de vários amigos que o fazem, mas este post não tem nada a ver chuac, chuac, beijinho, gosto muito de vocês.
Mas então, ainda hoje apanhei uma dessas criaturas, a 10 à hora numa rotunda, olhando pelo espelho retrovisor o que lhe deu um excelente ângulo da minha cara de grito quando se atravessou nas duas únicas faixas. Uma prática também muito popular entre os senhores condutores.
De mãozinha aberta a rodar o volante e à velocidade de dono do tempo e do mundo aos esses na puta da rotunda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Rinite alérgica

Ou litros infinitos de ranho a sair do meu nariz,  
ou exercício abdominal forçado durante horas a fio pela tosse de cão.

E vim eu do outro lado do mundo para isto.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Resposta a uma pergunta


Incontornável

Peço desculpa aos meus leitores por manipular à má fila as datas, já que faço este post em 20 de Novembro, o dia em que me perguntaram se tinha estado neste bar em Pokhara, no Nepal. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Detox

Ainda nao cheguei a lisboa. Estou a meio caminho do que se possa chamar civilizacao. Quinze dias depois da desconstrucao daquilo a que posso chamar conforto, bens de primeira necessidade e bem estar.

Tive frio, senti cansaco, duvidei da possibilidade de aguentar o dia seguinte. Fiquei euforica pela possibilidade de um balde de agua quente para tomar banho. Achei nojentinho um buraco na areia para servir de WC e preferi o relento e as testemunhas ocasionais.

A cancao da montanha: lessam piriri ou la como cantava o Tula, nosso guia, e seu ajudantes: Sonam, Ram e Aitu. A confusao dos ginger tea, lemon, nepali, blac, milik tea, mint...
Sete quedas num dia, resmunguice e reconhecimento da fraqueza. Humildade que permitiu aceitar ajuda.

O nascer do sol na montanha, os enjoos no Annapurna Base Camp. A subida aos 4300 metros de altitude por casmurrice e consequente arrependimento pela camada de nervos na descida desajeitada. Sou a ausencia de intinto montanhes.

Andei de caiaque.
O bolo de chocolate feito em campismo selvagem pela equipa do Sam no mesmo dia do arroz de galinha acabada de matar a nossa frente.

Venci alguma coisa. Vejo que ainda me falta muito.

O nosso grupo de 11 onde consegui ser a unica a saber o que sao unhas de gel. Logo eu.

O meu livro de apontamentos esta vazio, gosto mais do blog, a quente.
Aproveito para estcrever nesta lentidao de internet que me permite demorar a acaeder a minha vida real e comecar o stress. Pouco, pois deixei essa vida real em boas maos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Katmandu

Tao diferente, tao diferente

Que vi vacas na rua a andar no passeio no meio das pessoas e no primeiro segundo pensei: mas que grand anois gigante.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

VOU




Ainda me lembro de ser miúda e viajar era ir e pronto.
Agora temos as depilações, os cabelos, as unhas e todo o respectivo material de apoio e manutenção que temos que acomodar algures nos 20kg de bagagem permitidos a menos que queiramos uma escandaleira em redor do nosso necessaire em pleno raioX. 

Tenho medo de ter frio
Tenho medo de ficar doente
Tenho medo da comida
Sei que estou a exagerar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Coisas estupidas que me acontecem IV

Entre milhares de coisas inúteis que nunca uso existem duas embalagens parecidas no meu necessaire: a água termal (Evian) e a água no mar (Iyomer) para o nariz quando entupido.

Já adivinharam? claro, Iyomer nas fuças. Com frequência.
O contrário só não acontece porque o borrifador da Evian não me cabe nas narinas.

acerca da menina