sexta-feira, 3 de abril de 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

MPM JNB

A sensação, a leveza, o bem estar. Os muitos cheiros. Os sorrisos, a energia. Animais ao ar livre. As girafas a olharem para nós, curiosas, ciosas. Saudades. Surpresa. Olhares. África.
O pôr do sol.
Oh Isa podemos sair já?
Epá, façam como quiserem. Eu a mandar num terço da chafarica e a entornar ou a deixar cair cada coisa em que pego, demasiado distraída ou abstraída para pensar em acertar com o café na chávena do 31H.

Ah, ha, muito engraçada com postezinhos em forma de "private jokes". Não é, sou eu com excesso de alcool no sangue, pelo terceito (ou quarto? ;) dia consecutivo a dever uma noite à cama.

Não sei fazer, mas comprei caril porque adoro no camarão e no frango.
Ostras até cair pro lado. Aprendi hoje que tenho que as massajar antes de as comer. Por mim tudo bem, a textura nas mãos a antecipar a textura na língua e garganta.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lines don't keep other people out. 
They keep you in.

grey's anatomy.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Paragem para Nostalgia

Nunca recuperei do fim da minha relação com a Ginástica. No último dia nem sequer houve treino, estava toda a gente muito ocupada. Lembro-me de estar em cima do praticável onde tinha passado a maior parte do meu tempo livre nos últimos 10 anos a ver o filme todo como se não estivesse lá. A sentir que era o fim, com vontade de chorar ou desatar aos berros. Ou dar estalos àquela treinadora que não me deixava dizer "não consigo", mas estava ali à minha frente a desistir. Queria ter tido aquele treino. Não me pude despedir. 
Iam deixando de aparecer, vocês, uma a uma. Nos últimos tempos era a mais velha na classe que sempre chamei "das grandes".
Chorava sempre em qualquer sarau nos anos seguintes àquele último dia. Tenho saudades do nervoso miudinho antes do saraus; da alegria quando a Mota chegava nos anos em que só vinha na última parte do treino porque já trabalhava, já sabíamos que era risota na certa e, mais ainda, se já lá estivesse a Elsa o treino tinha mesmo que parar: "Meninas, cheguem cá..."; os aquecimentos em que estávamos sozinhas, aquele passinho ridículo a fingir que corríamos: "vem aí a a Gina...".
Devo à Ginástica as melhores recordações, as melhores amigas, muito de mim. 

Só não vos perdoo por termos acabado. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Desabafo

Mas porque raio de puta de razão o sacana do word só me faz correcções para português do Brasil? Por acaso estamos em terras de Vera Cruz ou já terá entrado a merda do acordo em vigor e ninguém de avisou? Ele é chapelinhos a corrigir os meus acentos graves, na arrogância directa do automático. Tipo que eu me enganei. Uma guerra do caraças para colocar o 'c' em acto, acção, etc. À força o gajo coloca, mas grita de desespero em forma de sublinhado vermelho.   
Já não bastava ter-me metido a estudar no tempo deste acordo de Bolonha que nos faz bulir em casa aquilo que deixámos de bulir nas aulas e ter sempre mil trabalhos para fazer. E se quis ganhar tempo foi perder o amor aos meus muitos papelinhos rabiscados que sempre me acompanharam e passar logo a fazer rascunhos no computador.
Para ainda ter que aturar um word brasileiro. 
Putice. Ou Putz. Que praguejar é coisa que não me incomoda fazer nos vários idiomas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Toda uma problemática.


Batom do cieiro faz sede?
Assim que acabo de pôr batom, tenho vontade de beber água.

Creme das mãos dá vontade de fazer xixi?
Sempre que ponho creme nas mãos, dá-me aquela vontade.

E tudo se passa numa sequência gira: 
volto da casa de banho, torno a pôr creme nas mãos. Fecho o necessaire e vejo o batom do cieiro. Não consigo abrir a caixinha por causa das mãos besuntadas de creme.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

chouriços

Entro na minha casa e cheira a chouriço assado. Muito.
Alguém em faça o grande favor de me inventar uma lenha sem cheiro.
Agora que já sei acender a lareira, descubro que não aguento o cheiro. 

E também não me caíram pipis fritos pela chaminé abaixo. Podia jurar que tinha um ninho de pássaros lá dentro. Pena. 

sábado, 27 de dezembro de 2008

Adoro quando meto medo

Andava hoje de manhã na correria das compras. Tinha 40 minutos para ir ao supermercado,à praça e decidi que também tinha que ser hoje que estreava a lareira. Portanto, comprar lenha.
Estou a sair do Mini-Preço e oiço um carocho atrás de mim:
"tão querida, sim senhor"
Estava mesmo ao pé do meu carro, atiro as compras lá para dentro e desato a correr em direcção à praça.
O carocho, que já ía à frente, olha para mim, arregala os olhos e e desata também a correr.
Afinal? Não sou querida o suficiente que queiras arriscar ficar parado se começar a correr na tua direcção.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal: 30º à sombra

Este ano tive que passar a consoada fora da minha família. Foi o Natal com família de outros. Que não me dizem nada. Lamento, mas foi uma noite normal para mim. Por muito "ah que bom pelo menos vais para o calor", ou "fazes a troca de prendas depois", há momentos que, uma vez perdidos, são irrecuperáveis. 
Agora não me peçam para mudar o Natal de lugar. Nem me falem em trocas de prendas com estranhos, já que nem com amigos eu acho graça. 
O meu Natal é a minha família, por hipócrita que seja o esforço por nos darmos bem nesta altura, não me interessa. Se tudo o que tivermos for uma época por ano, seja. 
Não ligo a presentes, não ligo a festas se não tiver tido os teatrinhos das primas, as risotas, a cumplicidade de irmãs.
Neste dia 25 vim de observadora. Ver como é no outro lado do mundo com neve a fingir a enfeitar palmeiras de Natal ou pinheiros artificiais. 
Porque o meu Natal, esse, ficou em Lisboa.


domingo, 21 de dezembro de 2008

Olhem

Empandeirei o mac, foi o que aconteceu.
Mas consegui consertá-lo. O que prova não só que sou mesmo muito teimosa e forreta, mas também uma desenrasca porque quando quando fui averiguar à fnac e à apple o tempo que demoram os arranjos e os preços saí de lá correr e com os cabelos no ar. Vamos ver quanto tempo dura.

E neste contexto tive que reinstalar o Kanguru: o drama, o horror. Oiço de tudo lá nos call center (eu que me armo sempre de pachorra extra porque já trabalhei num) a partir do momento em que refiro que estou a utilizar um mac: 

"oh diabo..."
"pode aguardar só um momento?" vezes mil.
*suspiros* muitos

E há por fim os que, em desespero de causa, me desligam o telefone. 
Ligo de novo, já decorei as sequência de teclas a carregar para ir para a assistência técnica: 11612.
Atende a senhora, pede-me para aguardar quando: 
- menciono o mac
- digo que utilizo o tiger (os nossos sistemas operativos têm nomes felinos, ok?)
- digo qual o erro que me aparece.

Digo à senhora na máxima da minha calma que se quiser eu ligo de novo e tento falar com alguém que esteja mais à vontade, mas a pensar: esta gaja não percebe nada desta merda.

5 minutos depois tinha a net a bombar. Estava há 3 dias sem conseguir que alguém me ajudasse.
Ok, agora pede-me uma password que nunca tinha pedido. 
Whatever.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Uma bonita e pertinente analogia

Comer ananás faz-me aftas. Mas nem por isso deixo de o comer. 
Gosto muito, sabe-me bem e não penso que depois vou estar uns tempos sem ter prazer em comer mais nada.
Não chego a enjoar porque as aftas impedem-me de comer muito. Assim, quando tenho a boca curada, volto a comer ananás.
De todas as perguntas estúpidas que já me fizeram a bordo de um avião, resolvi destacar esta:

passageiro de ar preocupado:
- desculpe, mas posso tomar este comprimido? quer dizer, por causa da diferença de pressão não há problema?

eu, morta de riso, ponho o ar mais sério possível:
- a cápsula está em vácuo? Não? Então pode.




quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Milita* inovadora

Achei moderninho o PCP, partido no poder em Almada há 34 anos, ter vendido o Cristo-Rei à Samsung.
Moderninho e subtil.


*Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada.

samsung.jpg

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Insólito

Descobri que o português de Portugal é muito melhor para agredir e insultar do o do Brasil, assim:

No corredor do hotel estava uma mulher com ar agressivo à espera do elevador. Exasperada pela espera de um exagero de 10 segundos corre para o fim do corredor para carregar frenética nos botões de chamada do elevador. Chega o elevador. Abre-se a porta na extremidade oposta onde ela estava e, claro, era mesmo a que estava à minha frente. Entro. 
Carrego no botão para o piso "térreo". Ela vem esbaforida e faz um gesto de cortar a minha mão se ela ainda estivesse no painel de botões.
Olho incrédula para ela e reparo que é mais alta do que eu, tem um cigarro na mão está a olhar para mim, mas sem mover a cabeça. Praticamente a descolar a retina só para o conseguir.
Dá-se o seguinte diálogo:

a gaja: - nunca ninguém txi' insinou que os mais velhos apertam primeiro o botão?!
eu: - ah é? quem disse?

a gaja: - cala-txe!
eu: - cala-te tu, cabra.

Saiu do elevador, esbaforida. 

Para ter o mesmo efeito ela teria que gastar muito mais palavras dizendo algo como:
- cale você a boca, sua mocréia.

1-0 ganha Portugal.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A força nas palmas

Adoro aqueles condutores que abrem a mãozinha no volante nas curvas ou numa sequência de manobras como no estacionamento. Como que a dizer: "eu domino este veículo na perfeição, ok?" um Ok arrastado e pedantezinho. 
Estou a lembrar-me de vários amigos que o fazem, mas este post não tem nada a ver chuac, chuac, beijinho, gosto muito de vocês.
Mas então, ainda hoje apanhei uma dessas criaturas, a 10 à hora numa rotunda, olhando pelo espelho retrovisor o que lhe deu um excelente ângulo da minha cara de grito quando se atravessou nas duas únicas faixas. Uma prática também muito popular entre os senhores condutores.
De mãozinha aberta a rodar o volante e à velocidade de dono do tempo e do mundo aos esses na puta da rotunda.

acerca da menina