segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os pombos andam a ficar distraídos.

Só por isso atropelei dois mesmo agora. A 20km/h.

sábado, 4 de julho de 2009

A ciclovia e o complexo da passadeira vermelha.


Porque é que os peões caminham TODOS na ciclovia?

Tenho três teorias possíveis:

1- a vontade irresistível de caminhar onde é proibido, assim também se explica o hábito das pessoas caminharem pela estrada. Se bem que, nós mulheres, podemos estar a viver nesse momento um problema de incompatibilidade entre o piso e o calçado;

2- porque é giro caminharmos todos em fila indiana;

3- o complexo da passadeira vermelha. E é nesta que estou mais inclinada a apostar. A cor atrai o people.
Porque só a verdadeira atracção pode levar famílias inteiras a caminhar num pedacinho estreito de calçada à beira da estrada, num passeio com 10 metros de largura.
Ou ainda ao largo das praias, mas do lado mais afastado do mar. Só o verdadeiro sonho recalcado de pisar um dia, qual verdadeira estrela, uma passadeira vermelha leva a que alguém no seu bonito e domingueiro passeio dos tristes junto ao mar o faça olhando no sentido inverso. Para a bonita cidade da Costa da Caparica.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pêlo não.

Queria aqui pedir a todas as mulheres, que se encarquilham na praia a escarafunchar os pêlos encravados nas virilhas, ou pernas ou onde seja, que párem.
A luz é óptima e eu também quase salivo de prazer quando consigo fazer sair de dentro da cabecinha branca - desgraçados do sexo masculino que aqui passem podem vomitar agora - um pelinho enrolado e enoooorme, tendo em conta o compartimento onde estava encafuado.
Mas essa figura na praia é muito feia, faz-me vir a correr para casa e, de agulha e pinça em riste, desatar a escavacar-me toda.

Amor com amor se paga

No fim de tudo:
renasci
arrumei gavetas
voltei a dançar
ganhei um restaurante espectacular que adoro
percebi que sou capaz

Tudo bem, saí a ganhar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Velhos

Eu até gosto de velhinhos. Mas de preferência em quantidades inferiores a 100. A sério, uma centena velhos é dose. Hoje contei 150.
Todos a precisarem de espaço para as pernas gordas e inchadas de varizes: menina, onde é o 54? Não temos esse lugar no avião, deixe-me ver o cartão de embarque. Ah, tenho a certeza que era o 54, agora não sei onde está isso. Acabou de o mostrar ali à porta, procure lá. E sim, lá estava o cartão no meio de 15 outros fora de prazo. Era o vinte seis: olhe, já passou, tem que voltar para trás. E assim os 150 velhinhos andam para trás e para a frente à procura dos lugares, uns por cima dos outros, a pisarem-se e a conversarem muito, a fingirem que não encontram para se sentarem onde lhes apetece. Surdos para tudo o que não lhes seja de feição.
Todos a caminho das casas de banho, muito devagar, a pararem em todos os lugares para falarem com outros velhos. Nós a tentarmos passar, a não conseguir porque os velhos são muito gordos e também não nos ouvem a pedir por favor, por favor, temos que passar.
Os 150 velhos a quererem interagir com o moderno sistema de entretenimento: a artrose em conflito com o 'touch screen'.
Um mínimo de 300 vezes a perguntar o que querem comer porque nenhum percebe à primeira - muito menos se não houver o que querem. Compensam com rapidez e gritos no momento mais aguardado: tinto!
Depois vem o café e as 150 chávenas querem à força ir a transbordar da bebida a ferver, apesar das mãos que as seguram tremerem tanto que fazem adivinhar o pior.
E por fim, o tremendo cheiro de 150 velhos a fazerem a digestão e a conviverem durante seis horinhas num espaço exíguo.

Sim, já sei, de castigo vou viver até aos cem anos, gulosa, surda, resmungona, insuportável e cega.

sábado, 23 de maio de 2009

Que totó?


Eu gosto da Telma. Adoro miúdas "kick ass". E é gira. Mas que totó é aquele?
Não dá estilo, não fica giro nem servirá o remoto objectivo de lhe desviar o cabelo dos olhos, já que é só um.
Tenho dificuldade em entender, pronto. Vim aqui só dizer isto.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A Difícil Arte de Ser Gajo

Ele é um cabelinho espetado, mas à régua: muito direito e num desalinho estudado.
A t-shirt colada ao tronco pequeno e a apertar os bracinhos curtos; as calças de fato de treino largas nas pernas que se adivinham de rã porque as mesmas calças são justas na cintura e no rabo. O suficiente para aquele ligeiro enfiamento pela nalga e formação uma* papinho na frente.
A coisa agrava-se se imaginarem tudo isto atarracado em 1,50m de pessoa. A minha maior dificuldade, além de não rir cada vez que ele se mexe é não o pisar porque nem distingo quando está sentado ou de pé.
Entra numa aula cheia de gajas que se juntam à terça-feira para dançar e onde ele onde é que se põe?
Muito macho, à frente de toda a gente, a dois passos do espelho, logo atrás do professor.
Erro crasso porque se a insignificância já era risível, à comparação da bomba dançante que é o nosso guru, torna-se quase digno de pena.
O quase é porque aquele 1,50m de pessoa acha-se o máximo. Caso contrário não abanava tanto os pequenos glúteos, rodando a pequena cintura de abelha e agitando muito os pequenos bracinhos curtos. Muito menos o faria com um risinho de prazer nos lábios e olhar matador para as colegas.

*deixei ficar esta gralha porque o que escrevi primeiro foi "pachachinha" em vez de papinho. Porque é o que parece, na verdade.

sábado, 9 de maio de 2009

Estava em casa, irrequieta, incapaz de tudo, de ficar parada, incapaz de ir a um cinema e de ver pessoas, estranhos, outros. Incapaz de esperar, incapaz de desesperar e mandar tudo às urtigas. Estava já a ficar sem peles nos dedos de tanto roer e sangrar.
Num impulso saio de casa indiferente à chuva torrencial com a desculpa pouco credível de ter que comprar o jornal. Esse, novo, que me desperta a curiosidade pelo nome que às vezes uso: i.
E descubro o porquê da molha ter valido a pena. Porque há pessoas que me fazem sentir normal: o MEC. "Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? (..) O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende." in Nós 01 Românticos, pp3.

A desatar.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nós, mulheres.

Às compras.
Entramos na loja pela peça que nos chamou a atenção. Vemos a loja toda para não dar o braço a torcer àquele amor à primeira vista.
Pegamos nele, pode ser um vestido. Sentimos primeiro o toque para ver se o tecido nos agrada, ou se vai dar borboto ou se é uma dor de cabeça para passar a ferro. Nada disto nos vai demover a comprar o vestido, porque já estamos apaixonadas, mas é o reconhecer os seus eventuais defeitos para os perdoarmos de imediato ou qualidades que vão reforçar a ideia da compra.
Vamos experimentar. A demora é de pelo menos quarenta minutos porque analisamos de todos os ângulos e nas posições mais improváveis para ver se fica bem. Depois saímos da cabine e vemos no outro espelho que está mais longe e nos dá (tira!) a dimensão do nosso corpo. Só saímos de lá quando arranjamos pelo menos uma posição - em que nunca estamos na nossa vida normal porque ninguém fica parado de barriga encolhida e de perninha para o lado a vida toda - em que o trapo que nos assenta que nem uma luva.

Ou então acabámos de emagrecer 5kg, achamos que tudo fica maravilhoso e demoramos três minutos se chegarmos a experimentar. Aí compramos um "S" que nunca mais vai servir a não ser para assombrar o roupeiro o resto da vida.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"cidade maravilhosa, mais um pouco pirigosa"*


AMO esta cidade de onde hoje vos escrevo.
Desde o primeiro dia em que assentei os pézinhos no Rio de Janeiro que trago o cheiro entranhado nas minhas melhores recordações.
Não vou sequer tentar esticar o meu fraco jeito para descrever este amor que, como qualquer um, é indescritível.
São as pessoas, o calor, a luz, a envolvência, o ritmo e o sotaque.
Nunca é suficiente, nunca me apetece ir embora, ficam sempre coisas por fazer, há sempre algo novo. Mesmo o imutável não pára de me deslumbrar.

*"Felipão", taxista carioca.
foto credits: Inês D.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Já não me lembrava como era isto de começar de novo. Perder a vontade de fazer coisas que não seja pensar e recordar, imaginar e sonhar. Deixar acumular insolente o trabalho e o corriqueiro porque desfrutar do assalto se tornou urgente e impossível de evitar.
A verdade é que não me apetecia nada, tenho tanta coisa para fazer. E tenho a vaga ideia de que eram coisas importantes. Devia ter anotado na agenda que não uso, mas que daria jeito nesta altura em que o discernimento me está a fugir.
Esqueço-me sempre desta minha capacidade infinita de me apaixonar. Talvez deva anotar algures.
Aqui parece-me bem.

terça-feira, 7 de abril de 2009

A religião do luxo e a cultura do gritinho.

Portanto temos o Jumbo, a Páscoa, a crise e a gula.
Resultado: quarenta metros quadrados de ovos da páscoa numa gritaria de papel brilhante e cores garridas, como se o chocolate, só por si, não fosse atractivo suficiente. Mania da piroseira.
Será que a ideia é fazer-nos gastar aquele dinheiro que temos no bolso, mas até parece mal perante a lamúria interminável da crise? 
Ou fazer-nos acreditar que trazendo aquela pequena e histérica forma oval de chocolate é realmente importante para alguém?
Ok, eu lembro-me da festa que fazia na páscoa quando os meus avós competiam com as formas mais originais de esculturas em cacau - ganhou o meu avô com um burro de chocolate, que os meus pais apostaram que eu ia ter pena de comer, que durou 2 dias - mas uma secção inteira de um hipermercado?
Para quem já comeu um naco de chocolate numa feira ao ar livre cortado à mão por um alemão com pinta de talhante é a tentativa de eurodisney na feira popular da Costa de Caparica.

Sim, é de Caparica. Eu também acho pretensioso, mas é assim.



sexta-feira, 3 de abril de 2009

acerca da menina