quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saaaai, saaaaai

Interrogo-me se haverá algum motivo especial para a puta da box da Zon encravar sempre nos canais HD que estão bloqueados.
Não dá para fazer um relaxante zapping sem ter de cravar as unhas no comando sempre que passa pelo Mov HD, AXN HD, National Geographic HD...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tesourinhos

Milli Vanilli

A indumentária.
A coreografia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Red Eye


O problema das pessoas dormirem no avião é, no caso dos homens, acordarem de pau feito.
Nunca me tinha apercebido deste senão - absorta que estou na imersão em bafo pestilento e chulé abundante - até há algum tempo atrás.
O senhor tinha pinta de índio e acordou com um tamanho pau que nem a pochete do computador disfarçava. O desgraçado nem se levantou para ir à casa de banho e matar aquele bicho tal era a vergonha. E não deve ter ajudado o facto de, sem querer, a bandeja e a minha mão lhe terem roçado.
O nojo e o horror.
Quando percebi que raio de coisa dura e quente era aquela onde a minha pura mãozinha tinha tocado ao de leve corei até à raiz do cabelo. Não contente, contei a todos os meus colegas que, em fila indiana, puderam comprovar a desgraça.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Loirona


Há uma loira que faz jogging à mesma hora que eu. Só que mede dois metros. Sim, dois metros de loira.
Ela é tão alta que faz alongamentos às pernas no local onde o resto de nós humanos nos apoiamos para subir escadas: nos corrimãos. As pernas dela ficam num ângulo 90º quando alonga no corrimão. Fraquinha no alongamento, ok? Grandona, mas pouco flexível.
Quando passo por ela, a loirona dá uma de distraída, mas depois mete-se a correr atrás de mim. Adivinho pela cara dos resto das pessoas que caminham pelo paredão, umas carinhas de riso, que vamos as duas loiras, suadas e com as mamas aos saltos, a correr ao mesmo tempo.
Ontem ganhei eu, mas hoje a gaja ultrapassou-me.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

DNR - do not resuscitate

Não é só medo.
É uma dor antiga, que vem do fundo e dói mesmo que se tente esquecer o porquê. Essa dor que já se conhece, uma velha companhia relembra que já lá estiveste. Que não será diferente. Mesmo que seja, voltas lá onde já doeu.
Por mais que possa esquecer - nunca poderei - o virar as costas na cama; o vazio de tantas manhãs; o não esperar nada; não conseguir respirar; os egoísmos. Não posso apagar essa dor antiga, tem vontade própria e traz memória agarrada.
Não volto atrás.
E é assim com a vida também, por isso, por favor, se o meu coração parar de bater, não quero ser reanimada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cenas.

Tenho uma coisa muito relevante para partilhar. Aliás, duas, porque ambas têm a ver com amarfanhanços.

Amarfanhar o papelinho do gelado não é admissível em gelados de pauzinho. Por exemplo comer um magnum de amêndoas sem chegar a tirar o papel todo. Mesmo se forem crianças, porque todas as nódoas do mundo na roupinha acabada de vestir de lavado não são desculpa para privarmos o paladar da visão global do gelado. A minha avó comia assim o super maxi e já a convenci a tirar o papel todo. Ai porque se derrete, não, estás é a comer muito devagar. E pessoas que conseguem comer doces e gelados devagar são irritantes.

Amarfanhar ou arregaçar os calções de banho. Esta é para os homens. Epá se não gostam das marcas vistam sunga. Nós aguentamos a visão triste de 50 cm a mais de corpos não mulatos nem musculados e sem sotaque rebolado, em detrimento da versão fralda do calção de banho. Prometo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Coisas estúpidas que me acontecem V

Confundir o frasco da canela com o do caril, pela manhã, no chá.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os pombos andam a ficar distraídos.

Só por isso atropelei dois mesmo agora. A 20km/h.

sábado, 4 de julho de 2009

A ciclovia e o complexo da passadeira vermelha.


Porque é que os peões caminham TODOS na ciclovia?

Tenho três teorias possíveis:

1- a vontade irresistível de caminhar onde é proibido, assim também se explica o hábito das pessoas caminharem pela estrada. Se bem que, nós mulheres, podemos estar a viver nesse momento um problema de incompatibilidade entre o piso e o calçado;

2- porque é giro caminharmos todos em fila indiana;

3- o complexo da passadeira vermelha. E é nesta que estou mais inclinada a apostar. A cor atrai o people.
Porque só a verdadeira atracção pode levar famílias inteiras a caminhar num pedacinho estreito de calçada à beira da estrada, num passeio com 10 metros de largura.
Ou ainda ao largo das praias, mas do lado mais afastado do mar. Só o verdadeiro sonho recalcado de pisar um dia, qual verdadeira estrela, uma passadeira vermelha leva a que alguém no seu bonito e domingueiro passeio dos tristes junto ao mar o faça olhando no sentido inverso. Para a bonita cidade da Costa da Caparica.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pêlo não.

Queria aqui pedir a todas as mulheres, que se encarquilham na praia a escarafunchar os pêlos encravados nas virilhas, ou pernas ou onde seja, que párem.
A luz é óptima e eu também quase salivo de prazer quando consigo fazer sair de dentro da cabecinha branca - desgraçados do sexo masculino que aqui passem podem vomitar agora - um pelinho enrolado e enoooorme, tendo em conta o compartimento onde estava encafuado.
Mas essa figura na praia é muito feia, faz-me vir a correr para casa e, de agulha e pinça em riste, desatar a escavacar-me toda.

Amor com amor se paga

No fim de tudo:
renasci
arrumei gavetas
voltei a dançar
ganhei um restaurante espectacular que adoro
percebi que sou capaz

Tudo bem, saí a ganhar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

Velhos

Eu até gosto de velhinhos. Mas de preferência em quantidades inferiores a 100. A sério, uma centena velhos é dose. Hoje contei 150.
Todos a precisarem de espaço para as pernas gordas e inchadas de varizes: menina, onde é o 54? Não temos esse lugar no avião, deixe-me ver o cartão de embarque. Ah, tenho a certeza que era o 54, agora não sei onde está isso. Acabou de o mostrar ali à porta, procure lá. E sim, lá estava o cartão no meio de 15 outros fora de prazo. Era o vinte seis: olhe, já passou, tem que voltar para trás. E assim os 150 velhinhos andam para trás e para a frente à procura dos lugares, uns por cima dos outros, a pisarem-se e a conversarem muito, a fingirem que não encontram para se sentarem onde lhes apetece. Surdos para tudo o que não lhes seja de feição.
Todos a caminho das casas de banho, muito devagar, a pararem em todos os lugares para falarem com outros velhos. Nós a tentarmos passar, a não conseguir porque os velhos são muito gordos e também não nos ouvem a pedir por favor, por favor, temos que passar.
Os 150 velhos a quererem interagir com o moderno sistema de entretenimento: a artrose em conflito com o 'touch screen'.
Um mínimo de 300 vezes a perguntar o que querem comer porque nenhum percebe à primeira - muito menos se não houver o que querem. Compensam com rapidez e gritos no momento mais aguardado: tinto!
Depois vem o café e as 150 chávenas querem à força ir a transbordar da bebida a ferver, apesar das mãos que as seguram tremerem tanto que fazem adivinhar o pior.
E por fim, o tremendo cheiro de 150 velhos a fazerem a digestão e a conviverem durante seis horinhas num espaço exíguo.

Sim, já sei, de castigo vou viver até aos cem anos, gulosa, surda, resmungona, insuportável e cega.

sábado, 23 de maio de 2009

Que totó?


Eu gosto da Telma. Adoro miúdas "kick ass". E é gira. Mas que totó é aquele?
Não dá estilo, não fica giro nem servirá o remoto objectivo de lhe desviar o cabelo dos olhos, já que é só um.
Tenho dificuldade em entender, pronto. Vim aqui só dizer isto.

acerca da menina