quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Os meus emigrantes

Já tinha saudades deles, ainda que ao fim de sete ou oito horas fique farta.
Desta vez, os do norte do país anafados e coradinhos, muito sorridentes a pedirem vinho tinto para beberem à refeição. A misturarem a língua portuguesa com a do país que os acolheu e lhes sugou a juventude.
A segunda geração, já nascidos no país dos outros, sem saberem bem onde pertencem, a exibirem orgulhosos a dicção da língua estrangeira. Não são vistos como naturais lá, cá na casa já não se enquadram: não têm terra. Não conseguem reproduzir nem sentir aquele suspiro de conforto de quem chega a casa só de pôr os pés no avião português. Esses são os pais, que ainda têm uma casa onde regressar.
A terceira geração, os filhos e netos já não falam português. Entendem, mas não gostam de falar porque na escola chega a ser factor de exclusão e assim fazem por esquecer aquela pequena vergonha. Acho até que muitos não gostam de cá vir na férias e ficam aliviados assim que regressam a casa.
Por isso eu gosto é dos velhinhos, que me pedem "oh menina dê-me juice com ice, ou uma soda por favor. Tanks."

Got to love this city



O segurança à saída do metro a cumprimentar toda a gente:
- Hello baby, looking good today.

Eu:
*sorrisinho*

Ele
- gorgeous smile, got to love latin women!

Por alguma razão, uma das raras vezes em que não passo por bifa. Não fiquei para perguntar porquê, às 9h da manhã o mar de gente a sair do metro é imparável.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

I Gotta Feeling - Live on Oprah's 24th Season Kickoff Party

O que eu dava para estar numa cena destas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Antes só que mal acompanhada

Ora, uma pessoa a vive bem, sozinha, sem grandes partilhas. Não está ninguém à espera quando se chega, não fica ninguém quando se vai. Uma pessoa desarruma, a mesma pessoa arruma, limpa-suja, and so on. Vê os canais de televisão que quer sem negociar, pode ocupar os dois lados da cama ao mesmo tempo e várias outras vantagens que agora não me apetece enunciar.
Um belo dia, 2.538.164 outros seres decidem mudar-se contigo. Para dentro da tua casa. Todos em filinha indiana.
Comem a tua comida, instalam-se onde lhes apetece, passam por cima de toda a folha e têm o descaramento de passear com calma e descontração nas TUAS COSTAS enquanto dormes.
Primeiro, muito histérica, corri pela casa fora a disparar Cilit Bang nas fuças dos seres. Depois inundei tudo em Ajax Expel.
Quando já só faltava EU tomar banho em repelente - e Deus sabe como não preciso - e depois de virar a casa ao contrário para expulsar os meus novos 2.538.164 melhores amigos, foi-me apresentada uma espuma milagrosa.
Livrei-me finalmente das putas das formigas.
Dum Dum espuma mata formigas - especializado, não vão em merdas que matam todos os insectos porque além de não ser bom matar aranhas por exemplo (e antes que as meninas comecem com gritinhos: ai ai, aranhas, que nojo, matem-nas todas - elas fazem o controlo da população de insectos na natureza) os ditos genéricos acabam por não matar coisa nenhuma.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saaaai, saaaaai

Interrogo-me se haverá algum motivo especial para a puta da box da Zon encravar sempre nos canais HD que estão bloqueados.
Não dá para fazer um relaxante zapping sem ter de cravar as unhas no comando sempre que passa pelo Mov HD, AXN HD, National Geographic HD...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tesourinhos

Milli Vanilli

A indumentária.
A coreografia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Red Eye


O problema das pessoas dormirem no avião é, no caso dos homens, acordarem de pau feito.
Nunca me tinha apercebido deste senão - absorta que estou na imersão em bafo pestilento e chulé abundante - até há algum tempo atrás.
O senhor tinha pinta de índio e acordou com um tamanho pau que nem a pochete do computador disfarçava. O desgraçado nem se levantou para ir à casa de banho e matar aquele bicho tal era a vergonha. E não deve ter ajudado o facto de, sem querer, a bandeja e a minha mão lhe terem roçado.
O nojo e o horror.
Quando percebi que raio de coisa dura e quente era aquela onde a minha pura mãozinha tinha tocado ao de leve corei até à raiz do cabelo. Não contente, contei a todos os meus colegas que, em fila indiana, puderam comprovar a desgraça.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Loirona


Há uma loira que faz jogging à mesma hora que eu. Só que mede dois metros. Sim, dois metros de loira.
Ela é tão alta que faz alongamentos às pernas no local onde o resto de nós humanos nos apoiamos para subir escadas: nos corrimãos. As pernas dela ficam num ângulo 90º quando alonga no corrimão. Fraquinha no alongamento, ok? Grandona, mas pouco flexível.
Quando passo por ela, a loirona dá uma de distraída, mas depois mete-se a correr atrás de mim. Adivinho pela cara dos resto das pessoas que caminham pelo paredão, umas carinhas de riso, que vamos as duas loiras, suadas e com as mamas aos saltos, a correr ao mesmo tempo.
Ontem ganhei eu, mas hoje a gaja ultrapassou-me.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

DNR - do not resuscitate

Não é só medo.
É uma dor antiga, que vem do fundo e dói mesmo que se tente esquecer o porquê. Essa dor que já se conhece, uma velha companhia relembra que já lá estiveste. Que não será diferente. Mesmo que seja, voltas lá onde já doeu.
Por mais que possa esquecer - nunca poderei - o virar as costas na cama; o vazio de tantas manhãs; o não esperar nada; não conseguir respirar; os egoísmos. Não posso apagar essa dor antiga, tem vontade própria e traz memória agarrada.
Não volto atrás.
E é assim com a vida também, por isso, por favor, se o meu coração parar de bater, não quero ser reanimada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cenas.

Tenho uma coisa muito relevante para partilhar. Aliás, duas, porque ambas têm a ver com amarfanhanços.

Amarfanhar o papelinho do gelado não é admissível em gelados de pauzinho. Por exemplo comer um magnum de amêndoas sem chegar a tirar o papel todo. Mesmo se forem crianças, porque todas as nódoas do mundo na roupinha acabada de vestir de lavado não são desculpa para privarmos o paladar da visão global do gelado. A minha avó comia assim o super maxi e já a convenci a tirar o papel todo. Ai porque se derrete, não, estás é a comer muito devagar. E pessoas que conseguem comer doces e gelados devagar são irritantes.

Amarfanhar ou arregaçar os calções de banho. Esta é para os homens. Epá se não gostam das marcas vistam sunga. Nós aguentamos a visão triste de 50 cm a mais de corpos não mulatos nem musculados e sem sotaque rebolado, em detrimento da versão fralda do calção de banho. Prometo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Coisas estúpidas que me acontecem V

Confundir o frasco da canela com o do caril, pela manhã, no chá.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Os pombos andam a ficar distraídos.

Só por isso atropelei dois mesmo agora. A 20km/h.

sábado, 4 de julho de 2009

A ciclovia e o complexo da passadeira vermelha.


Porque é que os peões caminham TODOS na ciclovia?

Tenho três teorias possíveis:

1- a vontade irresistível de caminhar onde é proibido, assim também se explica o hábito das pessoas caminharem pela estrada. Se bem que, nós mulheres, podemos estar a viver nesse momento um problema de incompatibilidade entre o piso e o calçado;

2- porque é giro caminharmos todos em fila indiana;

3- o complexo da passadeira vermelha. E é nesta que estou mais inclinada a apostar. A cor atrai o people.
Porque só a verdadeira atracção pode levar famílias inteiras a caminhar num pedacinho estreito de calçada à beira da estrada, num passeio com 10 metros de largura.
Ou ainda ao largo das praias, mas do lado mais afastado do mar. Só o verdadeiro sonho recalcado de pisar um dia, qual verdadeira estrela, uma passadeira vermelha leva a que alguém no seu bonito e domingueiro passeio dos tristes junto ao mar o faça olhando no sentido inverso. Para a bonita cidade da Costa da Caparica.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pêlo não.

Queria aqui pedir a todas as mulheres, que se encarquilham na praia a escarafunchar os pêlos encravados nas virilhas, ou pernas ou onde seja, que párem.
A luz é óptima e eu também quase salivo de prazer quando consigo fazer sair de dentro da cabecinha branca - desgraçados do sexo masculino que aqui passem podem vomitar agora - um pelinho enrolado e enoooorme, tendo em conta o compartimento onde estava encafuado.
Mas essa figura na praia é muito feia, faz-me vir a correr para casa e, de agulha e pinça em riste, desatar a escavacar-me toda.

acerca da menina