quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Feliz Natal
A quem não consegui falar, mas sei que me lê;
A quem não tenho o número, mas sei que me lê;
A quem não me quer ver nem ouvir, mas sei que me lê;
A quem não conheço, mas sei que me lê;
A Todos.
A quem não tenho o número, mas sei que me lê;
A quem não me quer ver nem ouvir, mas sei que me lê;
A quem não conheço, mas sei que me lê;
A Todos.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Pergunto-me
Que regra de etiqueta seguir quando um cão - aconteceu-me hoje na loja de floricultura - nos vem alegremente cumprimentar e segue directo para uma snifadela doentia e prolongada às nossas cuecas?
Eu optei por uma murraça na cabeça, mas desconfio que o procedimento não agradou aos donos.
Eu optei por uma murraça na cabeça, mas desconfio que o procedimento não agradou aos donos.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Posso dar-lhe também?

Podia estar aqui sentada a falar-vos do facto da minha palmeira doméstica regurgitar lagartas pretas que dão saltos de vários centímetros em piruetas no ar se as tento apanhar; de estar neste momento atrasada para o meu dentista gay depois de a megera da mulher dele me ter recusado consulta durante dois dias - gosto mesmo, mesmo do dentista por isso espero o que for preciso - apesar de ter ligado a queixar-me de dores num dente partido (castanhas piladas quase valem a pena a boca toda feita em cacos); de ter ficado contente com um inesperado e inédito convite para a passagem de ano, convite esse, que ora já não me apetece aceitar, ora tenho vontade de ir, numa esquizofrenia concordante com a relação; de ter demorado quatro horas para fazer a meia dúzia de exames da Medicina de Trabalho por ser véspera de feriado; de estar num canto, na sala de espera, a satisfazer o meu novo vício - mahjong café - e ouvir as minhas colegas, sempre tão incomodadas com multidões e gritos que não os delas próprias está visto, a conversarem aos berros sobre os novos horários, os feriados em que trabalham, as férias que fizeram; podia divagar sobre esse prazer que desenvolvi na má criação de não responder a um sorriso: uma das que estava aos gritos e a desprezar a minha presença segundos antes, ao ver-se sozinha e sem me conhecer de lado nenhum dirige-me um rasgado e simpático sorriso com a pergunta "então e diz-me lá tu como é que está o longo?" (jargão para o ambiente/quantidade de trabalho nos vôos de longo curso) ao que respondo sem sorrir: "bem, obrigada" e volto ao meu mahjong.
Mas o que quero mesmo hoje contar é sobre uma mãe que andava atrás da sua filhinha, vestida e penteada à anjinho barroco, com gomos de tangerina. Andava pelas salas todas de consulta onde o anjinho barroco entrava alegremente a implorar para que engolisse os gomos da tangerina. E a criança lá ia, entre gritos e cambalhotas pelo chão, comendo a tangerina. Quando acabou o suplício, nunca pensei contar com sofrimento qual poderia ser a média de gomos numa tangerina, para meu espanto a mãezinha tinha OUTRA tangerina, que saca da mala já descascada, com cara de sofrimento e prepara-se para recomeçar o número. O anjinho barroco, espantado que ficou também, levantou a pequena e sapuda mãozinha e SPLAC! presenteou todos os presentes com um valente chapadão nas trombas da mãe que, impávida disse aos espectadores: "ela hoje está muito nervosa".
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
choque térmico
Por mais que tente não consigo deixar de me espantar, depois de estar dois dias na praia com temperaturas à volta dos 30 graus, com este frio à chegada a Lisboa.
E para ajudar tenho no corpo este bronze obsceno.
P.S: Vou colocar este post em primeiro lugar no ranking dos mais nojentos.
E para ajudar tenho no corpo este bronze obsceno.
P.S: Vou colocar este post em primeiro lugar no ranking dos mais nojentos.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Estou em casa sozinha, em silêncio. Só o teclar no computador, a falar no messenger com a minha irmã.
Gritos, coisas a cair, mais gritos, gatos esganiçados, coisas a partirem-se - na escada do prédio. A minha vizinha e os sete gatos e dois cães num convívio nem sempre amigável. Salto da cadeira porque apesar da constante da gritaria - Baaaaaaaaaaatman, Mikééééé ... - tanto estardalhaço não é comum. Pode ter acontecido alguma coisa.
A voz de um homem, o meu vizinho a antecipar-se a mim.
Olá está bom, não ligue que isto são eles que de vez em quando lhes dá um ginete de loucura. Diz ela. Não sei se não se dá conta que o ginete é dela. O cheiro a comida de animais é dela, a sujeira na escada é dela. A solidão deu-lhe para isto, rodeou-se de animais gordos e pedintes, leva os dias a gritar e a ralhar com todos. Eles saem para a rua e entram em casa conforme ela os expulsa para logo a seguir andar pela rua aos gritos a chamá-los. Nunca a vi ser carinhosa com nenhum. Distrai-se assim da solidão, da velhice, do nada para fazer. Sete gatos e dois cães velhos são os únicos que a aturam.
Gritos, coisas a cair, mais gritos, gatos esganiçados, coisas a partirem-se - na escada do prédio. A minha vizinha e os sete gatos e dois cães num convívio nem sempre amigável. Salto da cadeira porque apesar da constante da gritaria - Baaaaaaaaaaatman, Mikééééé ... - tanto estardalhaço não é comum. Pode ter acontecido alguma coisa.
A voz de um homem, o meu vizinho a antecipar-se a mim.
Olá está bom, não ligue que isto são eles que de vez em quando lhes dá um ginete de loucura. Diz ela. Não sei se não se dá conta que o ginete é dela. O cheiro a comida de animais é dela, a sujeira na escada é dela. A solidão deu-lhe para isto, rodeou-se de animais gordos e pedintes, leva os dias a gritar e a ralhar com todos. Eles saem para a rua e entram em casa conforme ela os expulsa para logo a seguir andar pela rua aos gritos a chamá-los. Nunca a vi ser carinhosa com nenhum. Distrai-se assim da solidão, da velhice, do nada para fazer. Sete gatos e dois cães velhos são os únicos que a aturam.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Este gajo leu-me os pensamentos
Popota zona J - Bruno Nogueira
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1417238
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1417238
I see u

Ouvir a palavra perfeição alternando com óptima aplicada a mim e logo pela manhã têm o poder de me dispensar os saltos altos o dia todo, tal é o ar importante e inchado com que fico. (ok, ainda pior do que isso que vocês todos aí a levantar as sobrancelhas ou com risos irónicos conhecem)
Fazem com que as visitas anuais ao ofltalmologista mereçam a inevitável hora e meia de espera. Aquele médico não poupa nos elogios, tudo bem que aplicados ao seu próprio trabalho nos meus olhos, mas eu fico tão vaidosa que tenho a sensação que saí do consultório aos saltinhos - reacção fisiológica e ridícula a momentos de excitação incontrolável.
Se pensar que, durante anos, a visita a esta especialidade incluía uns óculos pesadíssimos das fileiras de graduações aplicadas e a cara de incrédula da minha mãe quando eu era incapaz de distinguir um B do tamanho real das bossas de um camelo, acho que se justifica.
Se pergunto alguma coisa - é raro: após o alívio de saber que não me estou a transformar numa toupeira entro logo noutra dimensão, o senhor tem uma maquete de olho em plástico desmontável do tamanho de uma bola de andebol onde me explica ao pormenor o que terá que ser examinado e o porquê.
domingo, 8 de novembro de 2009
Banho turco ou a experiência mais próxima que já tive de uma cena de lesbianismo

Todas as viagens têm uma lição, como disse a minha companheira e eu acho que a que tiro desta é que o banhinho é uma coisa que a pessoa, a minha pessoa, prefere fazer sozinha. Ou pelo menos não com a ajuda de uma outra senhora de grandes seios velhotes e descaídos no meio de muitas outras senhoras desconhecidas todas de mamas de fora numa sala enorme húmida e quente.
As senhoras não falam inglês e vingam-se disso esfregando com muita força os corpinhos que lá lhes aparecem. As caras de poucos amigos contribuem para que mais ninguém abra a boca, além das próprias e em turco, estando pelo menos umas vinte mulheres semi nuas, a cozer ao vapor de olhos fechados, mudas e imóveis.
Foi assim uma mistura de orgia lésbica com câmara de gás.
Istambul - 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Referência Inspiradora
"Vamos estar obcecados com a isenção, a investigação, a profundidade"
in Público, editorial - Um novo começo.
in Público, editorial - Um novo começo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Chegada
Sono, vontade daquele banho.
Que frio é este?!
Onde é que estacionei o carro?... Espero que pegue.
Abro o porta-bagagens, pingos de chuva, cheiro a humidade. O meu carro continua a meter água.
Tenho frio, mas não posso ligar o ar quente senão adormeço. O banho quente vai resolver tudo. Conciliador.
Casa, desfazer a mala, roupa para lavar. Será que vai chover hoje? A roupa do corpo logo de molho, faça chuva ou sol.
Cheiro esquisito, merda, de que é que me esqueci a apodrecer? Caldo verde azedo no frigorífico. Não vou ter sopa para quando acordar. Quero lá saber, já só penso no banho e dormir.
As malas e a roupa espalhadas no corredor, quando acordar logo arrumo o resto.
Água a correr na banheira. Fria. Fria. Continua fria.
O esquentador avariado.
Paciência, vou já dormir. O telefone a tocar porque o dia das outras pessoas está a começar, não sabem que o meu acabou mesmo agora. Não têm que saber.
Desligo. O resto do mundo pode arder. Logo vejo quando acordar.
Que frio é este?!
Onde é que estacionei o carro?... Espero que pegue.
Abro o porta-bagagens, pingos de chuva, cheiro a humidade. O meu carro continua a meter água.
Tenho frio, mas não posso ligar o ar quente senão adormeço. O banho quente vai resolver tudo. Conciliador.
Casa, desfazer a mala, roupa para lavar. Será que vai chover hoje? A roupa do corpo logo de molho, faça chuva ou sol.
Cheiro esquisito, merda, de que é que me esqueci a apodrecer? Caldo verde azedo no frigorífico. Não vou ter sopa para quando acordar. Quero lá saber, já só penso no banho e dormir.
As malas e a roupa espalhadas no corredor, quando acordar logo arrumo o resto.
Água a correr na banheira. Fria. Fria. Continua fria.
O esquentador avariado.
Paciência, vou já dormir. O telefone a tocar porque o dia das outras pessoas está a começar, não sabem que o meu acabou mesmo agora. Não têm que saber.
Desligo. O resto do mundo pode arder. Logo vejo quando acordar.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Existe a possibilidade de o IKEA estar a tentar matar-me
Ontem fui lá comprar uma mesinha para o computador portátil. Saí com um tampo em vidro a pesar 50kg.
A pessoa vai, entusiasma-se, escolhe à bruta e só vários corredores depois - e já no Mundo Infinito das Caixas de Cartão - se apercebe que se está sozinha a braços com mais de dois terços do seu próprio peso para, primeiro, puxar da prateleira e acertar no carrinho. Segundo, enfiar o monstro dentro do outro carrinho um pouco maior, mas não o suficiente, que a levará a casa.
Foi um carnaval: tirar várias camadas de roupa uma vez que o suor me atrapalhava enquanto puxava a caixa para cima do carrinho tendo que o segurar, ao mesmo tempo, com os pés. De novo, mas a operação inversa, para dentro do carro. Não coube e lá foi o carrossel até casa de porta bagagens aberto e várias passagens por carros-patrulha da PSP. O festival termina com o transporte do carro até casa, arrastando com paciência o enorme rectângulo passo a passo e com a caixa a rasgar-se toda deixando o vidro fugir num oportuno degrau que me levava ao elevador.
Quase decapitando os meu pés, consigo travar a fuga evitando o estrilhaçar total da mesa.
A atracção do abismo é muito forte e hoje volto lá. Desta vez são 30kg de Billy para acartar.
Já no Mundo Infinito das Caixas de Cartão (MICC) começo a preparar-me para a operação "caixa com dois metros e dez de comprimento para cima do carrinho de mão" e... zás! O MICC rouba-me o telemóvel. Sugou-o da minha mala e tentou engoli-lo para impedir-me de pedir ajuda enquanto tentava asfixiar-me com caixas e ácaros.
Valeram-me os 14 anos de Ginástica Rítmica para me torcer e esticar tanto que consegui alcançar o telemóvel. As profundezas do MICC não estavam assim tão sujas que, mesmo após esta frenética esfrega no chão do corredor 1 secção 68, pude dirigir-me à caixa de pagamento com o mínimo de dignidade.
A saga termina com várias nódoas negras e arranhões no meu corpo, mas retaliei muito bem, como poderão atestar os meus amigos quando vierem cá em casa e virem várias prateleiras montadas ao contrário. Que é para não serem espertas.
A pessoa vai, entusiasma-se, escolhe à bruta e só vários corredores depois - e já no Mundo Infinito das Caixas de Cartão - se apercebe que se está sozinha a braços com mais de dois terços do seu próprio peso para, primeiro, puxar da prateleira e acertar no carrinho. Segundo, enfiar o monstro dentro do outro carrinho um pouco maior, mas não o suficiente, que a levará a casa.
Foi um carnaval: tirar várias camadas de roupa uma vez que o suor me atrapalhava enquanto puxava a caixa para cima do carrinho tendo que o segurar, ao mesmo tempo, com os pés. De novo, mas a operação inversa, para dentro do carro. Não coube e lá foi o carrossel até casa de porta bagagens aberto e várias passagens por carros-patrulha da PSP. O festival termina com o transporte do carro até casa, arrastando com paciência o enorme rectângulo passo a passo e com a caixa a rasgar-se toda deixando o vidro fugir num oportuno degrau que me levava ao elevador.
Quase decapitando os meu pés, consigo travar a fuga evitando o estrilhaçar total da mesa.
A atracção do abismo é muito forte e hoje volto lá. Desta vez são 30kg de Billy para acartar.
Já no Mundo Infinito das Caixas de Cartão (MICC) começo a preparar-me para a operação "caixa com dois metros e dez de comprimento para cima do carrinho de mão" e... zás! O MICC rouba-me o telemóvel. Sugou-o da minha mala e tentou engoli-lo para impedir-me de pedir ajuda enquanto tentava asfixiar-me com caixas e ácaros.
Valeram-me os 14 anos de Ginástica Rítmica para me torcer e esticar tanto que consegui alcançar o telemóvel. As profundezas do MICC não estavam assim tão sujas que, mesmo após esta frenética esfrega no chão do corredor 1 secção 68, pude dirigir-me à caixa de pagamento com o mínimo de dignidade.
A saga termina com várias nódoas negras e arranhões no meu corpo, mas retaliei muito bem, como poderão atestar os meus amigos quando vierem cá em casa e virem várias prateleiras montadas ao contrário. Que é para não serem espertas.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sopeira

Uma gaja sopeira é aquela que, mesmo de vestido de noite, parece sempre que está de avental.
É muito dona de casa, sabe tudo sobre como tirar nódoas, mas não de uma maneira cool como a minha avó que às vezes parece fazer magia, mas do tipo comezinho de quem acha que veio ao mundo para deixar tudo muito limpinho e a cheirar a sonasol.
Nunca se maquilha muito.
Mesmo com as mãos arranjadas tem sempre aquele ar inchado das frieiras.
Não usa saltos muito altos por causa da coluna.
Mesmo que esteja de pé, parece sempre estar encolhida de frio. Com as mãozinhas juntas no regaço.
Fala sempre baixo e não gosta de discutir para não arranjar problemas.
Come sempre muitas sopinhas.
E não imagino estas gajas a foder. Consigo admitir o cenário delas na cama a fazerem filhos com o marido, mas não a foder.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Coisas estúpidas que me acontecem VI
Sabemos que a nossa vida está assim um pouco a atirar pro confuso quando perdemos qualquer coisa como
Um alho francês.
Comprei-o ontem na praça, tenho a certeza e não está junto de todos os outros legumes detro do frigorífico. Já procurei por todo o lado e não encontro.
Hum...
Talvez na minha mesa de cabeceira.
Um alho francês.
Comprei-o ontem na praça, tenho a certeza e não está junto de todos os outros legumes detro do frigorífico. Já procurei por todo o lado e não encontro.
Hum...
Talvez na minha mesa de cabeceira.
Um poeta do caralho

Este é o Barbas, -->
o poeta era muito parecido, mas vestia pijama
o poeta era muito parecido, mas vestia pijama
Ontem na rua estava um senhor em pijama e muito barbudo - de repente até me parecia aquele benfiquista nojento, o Barbas - a declamar.
Primeiro, e sem o ver, pensei que era uma briga porque se distinguiam algumas palavras que soavam a palavrões. Depois, mais perto e perante a entoação e voz bem colocada parecia algo tipo campanha eleitoral. Temi cruzar-me de novo o com o Pedrófilo Pedroso. Exacto, na semana passada o meu caminho cruzou-se com o dessa lula branca asquerosa.
Foi quando cheguei mais perto e percebi que o dono da voz era aquela figura e estava a declamar algo sem nexo, mas muito bem dito:
- ... As honoráveis excelências que me chupem o caralho, para os filhos da puta não transcenderam as vias das possibilidades...
- ... um considerável momento de infinita puta de merda transforma-se numa esporra que nem ao colhão mais inócuo será indiferente...
- ... sejam fiéis e ao caralho que vos foda.
Entretanto parei de tirar notas porque tinha as uvas e os diospiros no carro ao sol. Mas o senhor esteve horas nisto em frente ao mini preço e sempre sem repetir muito nem o vocabulário nem o vernáculo.
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