segunda-feira, 31 de maio de 2010
Agora sim, a verdadeira aeromoça
Sintoma giro da gravidez que até agora ainda ninguém tinha achado importante mencionar: bufas.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dez semanas
Eu já sabia, já tinha ouvido, mas a experiência de comentários da mais absoluta estupidez dirigidos a mim é tão mais enriquecedora.
Ora vamos lá a uma primeira edição de comentários estúpidos das pessoas perante uma grávida:
- ah, mas já se nota. Estás mais gorda.
- não, não estou, tenho o mesmo peso.
- pois, sim, mas nota-se aí um inchaço na barriga.
- podia jurar que é um dos sinais de gravidez: a barriga começa a crescer. Tenho lá dentro um volumezinho extra, sabes. Com coração e tudo. Inchaço era se fosse cocó por exemplo.
- sim, mas tu também nunca foste magra.
Teve pelo menos o mérito de me deixar sem resposta.
Ora vamos lá a uma primeira edição de comentários estúpidos das pessoas perante uma grávida:
- ah, mas já se nota. Estás mais gorda.
- não, não estou, tenho o mesmo peso.
- pois, sim, mas nota-se aí um inchaço na barriga.
- podia jurar que é um dos sinais de gravidez: a barriga começa a crescer. Tenho lá dentro um volumezinho extra, sabes. Com coração e tudo. Inchaço era se fosse cocó por exemplo.
- sim, mas tu também nunca foste magra.
Teve pelo menos o mérito de me deixar sem resposta.
domingo, 9 de maio de 2010
"Amnistia Internacional lança Facebook dos tiranos"in http://www.publico.pt/Tecnologia/amnistia-internacional-lanca-facebook-dos-tiranos_1436042
Bom, o que dizer?Tive o prazer que passar algum tempo com uma activista da Amnistia e, antes de atribuir o Prémio de Ideia Estúpida e Inútil da semana a este Facebook, tenho que dizer que eles não fazem por mal.
São problemas funcionamento intestinal. Os gases e a osbtipação podem perturbar o fluxo de ideias boas que ocasionalmente se mistura com todo aquele cocó.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Sete semanas
Que merda de forma de começarmos nós, os humanos. Uma cauda, qual anfíbios frustrados.
E já agora, pode começar a parte em que é tudo muito giro e feliz porque isto dos enjôos matinais a durarem até às dez da noite já foi giro.
carne: vómitos;
eu a cozinhar: vómitos;
certas conversas e pessoas: vómitos;
algumas músicas: vómitos;
hipermercados: vómitos.
Peraí. Mas isto sou eu sempre.
...
fuck.
E já agora, pode começar a parte em que é tudo muito giro e feliz porque isto dos enjôos matinais a durarem até às dez da noite já foi giro.
carne: vómitos;
eu a cozinhar: vómitos;
certas conversas e pessoas: vómitos;
algumas músicas: vómitos;
hipermercados: vómitos.
Peraí. Mas isto sou eu sempre.
...
fuck.
sábado, 1 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Seis semanas
Ah, pois é. A detestável conversa das semanas para a qual ninguém tem saco. A cena é que tudo funciona assim: às 12 semanas não sei quê já é considerado quase gente; às 40 rebenta a bolha and so on.
Isto tudo para dizer que neste mês e meio há a registar:
chi chi a toda a hora
chamuças
- o que a minha irmã chamou de - processo de Armindização, que consiste em estar intragável de sono às 8 da noite e acordar às 7h da matina como se fosse normal, tal como a minha mãe.
Isto tudo para dizer que neste mês e meio há a registar:
chi chi a toda a hora
chamuças
- o que a minha irmã chamou de - processo de Armindização, que consiste em estar intragável de sono às 8 da noite e acordar às 7h da matina como se fosse normal, tal como a minha mãe.
terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
O banho turco continua a dar cartas
Desta vez não fui outra vez a Istambul para ter uma experiência do além nestas salinhas traiçoeiras, como tanta coisa que une humidade, escuridão e calor nesta vida.
Eu sou uma pessoa que vê mal no escuro. E ardem-me os olhos - assim como o nariz mas para o caso não conta - por causa da essência de eucalipto.
Portanto entrei de olhos fechados. Vou para me sentar ainda à luta com a escuridão e a dificuldade em respirar e sinto algo parecido com uma mão, mas que também podia ser um molusco vivo e molhado, tap tap na minha perna.
...
Ia sentar-me ao colo dum velho.
Eu sou uma pessoa que vê mal no escuro. E ardem-me os olhos - assim como o nariz mas para o caso não conta - por causa da essência de eucalipto.
Portanto entrei de olhos fechados. Vou para me sentar ainda à luta com a escuridão e a dificuldade em respirar e sinto algo parecido com uma mão, mas que também podia ser um molusco vivo e molhado, tap tap na minha perna.
...
Ia sentar-me ao colo dum velho.
Primeiras impressões sobre o Yoga
Pronuncia-se iôôga. Mas isso eu já sabia.
Correndo o risco de denunciar o amadorismo em ambos os desportos acho que o Yoga é como o Amor.
Primeiro parece fácil: acerta-se a respiração, estica-se um bracinho pra lá uma perninha para cá. A coisa vai bem, continua-se com uns joguinhos de equilíbrio só numa perna, depois na outra. Agora de gatas numa perna e numa mão, troca de perna e mão, etc. Depois começa a avançar e já se mistura pernas, braços, tronco, tudo sempre sem esquecer a respiração e, quando dás por ela, estás com uma perna às costas e não no bom sentido. Aí começa a doer, mas já nem sabes bem onde tudo começou nem como desatar o nó colossal que tens no corpo.
No dia seguinte doem-te músculos que nem sabias que existiam.
É isto e diz que é zen.
Correndo o risco de denunciar o amadorismo em ambos os desportos acho que o Yoga é como o Amor.
Primeiro parece fácil: acerta-se a respiração, estica-se um bracinho pra lá uma perninha para cá. A coisa vai bem, continua-se com uns joguinhos de equilíbrio só numa perna, depois na outra. Agora de gatas numa perna e numa mão, troca de perna e mão, etc. Depois começa a avançar e já se mistura pernas, braços, tronco, tudo sempre sem esquecer a respiração e, quando dás por ela, estás com uma perna às costas e não no bom sentido. Aí começa a doer, mas já nem sabes bem onde tudo começou nem como desatar o nó colossal que tens no corpo.
No dia seguinte doem-te músculos que nem sabias que existiam.
É isto e diz que é zen.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Toda uma nova desgraça

Descobri agora e é a mais recente razão da minha batalha inglória contra estes cinco quilos extra que se apoderaram do meu corpinho desde o verão passado.
Resolvi partilhar na esperança que fiquem tão viciadas como eu. Talvez assim não seja a única orca este ano a rebolar nas areias do nosso querido Portugal.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O inferno são os outros

Ainda gostava de saber o que fazem velhinhos de 70 anos e mais às 9h da manhã no meio da rua com este frio.
Aliás, eu sei, porque quando já eram três exemplares conversavam muito sobre como não conseguem manter-se em casa.
Eu comecei sozinha na paragem de metro - de superfície, em Almada é assim ao ar livre, uma riqueza - e primeiro chegaram dois senhores, muito encolhidos. Talvez em busca de calor humano, mas a minha aposta seria para pura falta de noção, um deles ficou de pé exactamente à minha frente. E quando pensava que a possibilidade de lhe contar os floquinhos de caspa no casaco eram já o expoente máximo da proximidade possível e aceitável entre dois estranhos no meio da rua, o velho consegue pisar-me.
Senhores, eu calço o 36 e não estou a ocupar assim tanto espaço.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O Desenraizamento
Fui chamada de assistência, quatro dia fora de casa, e comecei a chorar. Quem me ligou falava como se me estivesse a convidar para uma festa: quem me dera esganá-lo. Amaldiçoei quem quer que tivesse faltado.
Numa semana dormi quatro noites em casa. Num mês devo andar por aqui cerca de 60 por cento dos dias. Ou talvez esteja a exagerar.
A verdade é que estas contas pesam-me. Faz-me falta vir dormir a casa.
As pessoas desabituam-se de mim e eu delas. Faz-me impressão que os meus pais já não me liguem ao fim-de-semana a perguntar se vou almoçar.
Éramos só mulheres, dez, a trabalhar e parecíamos as melhores amigas na carrinha a falar de cinema e a rir muito. Assim que chegamos e nos misturamos com a vida real desaparece tudo e já nem nos lembramos de quem eram. Nem onde fomos.
Chego a casa e já me passou a neura. As saudades em vez de aumentarem atenuam. Quase desaparecem. Tudo toma uma importância relativa, uma vez que daqui a nada já me vou embora outra vez.
Numa semana dormi quatro noites em casa. Num mês devo andar por aqui cerca de 60 por cento dos dias. Ou talvez esteja a exagerar.
A verdade é que estas contas pesam-me. Faz-me falta vir dormir a casa.
As pessoas desabituam-se de mim e eu delas. Faz-me impressão que os meus pais já não me liguem ao fim-de-semana a perguntar se vou almoçar.
Éramos só mulheres, dez, a trabalhar e parecíamos as melhores amigas na carrinha a falar de cinema e a rir muito. Assim que chegamos e nos misturamos com a vida real desaparece tudo e já nem nos lembramos de quem eram. Nem onde fomos.
Chego a casa e já me passou a neura. As saudades em vez de aumentarem atenuam. Quase desaparecem. Tudo toma uma importância relativa, uma vez que daqui a nada já me vou embora outra vez.
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