A pessoa já não gosta. Não tem apetência, nem imaginação nem sequer sensibilidade.
E quando vai para ligar o fogão só há UM fósforo?! E dos fininhos que se vai já partir de forma a ter de queimar os pequenos porquinhos, que são os meus dedos, se o quiser acender?!
Não dá.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Coisas estúpidas que me acontecem VIII
Deixar cair o forno, em peso, em cima da minha cara.
É muito difícil: começa-se por guardar as grelhas lá dentro de forma a que toda a casa range só do esforço. Pode usar-se os pés. Uns tempos depois decide-se fazer uma limpeza no seu interior e, como tal, voltar a remover as ditas grelhas. Como sabemos que vai ser difícil sentamo-nos de frente para o forno e puxamos com quase tanta força como se fosse para fazer cocó - expressão muito utilizada para descrever a força necessária para fazer nascer um filho - e eis que a grelha arrasta consigo o forno em peso direto à minha testa e nariz.
É muito difícil: começa-se por guardar as grelhas lá dentro de forma a que toda a casa range só do esforço. Pode usar-se os pés. Uns tempos depois decide-se fazer uma limpeza no seu interior e, como tal, voltar a remover as ditas grelhas. Como sabemos que vai ser difícil sentamo-nos de frente para o forno e puxamos com quase tanta força como se fosse para fazer cocó - expressão muito utilizada para descrever a força necessária para fazer nascer um filho - e eis que a grelha arrasta consigo o forno em peso direto à minha testa e nariz.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Aos Amigos
Obrigada.
Se não fossem vocês o dinheiro que eu já tinha gasto em psiquiatras e estes, por sua vez, em coletes de forças.
Se não fossem vocês o dinheiro que eu já tinha gasto em psiquiatras e estes, por sua vez, em coletes de forças.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ir
Aprender a comer bem uma rata
Agarrar o touro pelos cornos
Não andar com tacos de basebol no carro.
Eu punha aqui uma foto, mas cada vez que tento agora copiar imagens do google fico com uma pasta cheia de 452 coisas estranhíssimjas, fotos de pessoas que não conheço incluídas. E não gostaria.
Agarrar o touro pelos cornos
Não andar com tacos de basebol no carro.
no Teatro Estúdio Mário Viegas em Lisboa
às quartas pelas 22h
Eu punha aqui uma foto, mas cada vez que tento agora copiar imagens do google fico com uma pasta cheia de 452 coisas estranhíssimjas, fotos de pessoas que não conheço incluídas. E não gostaria.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Prelúdio
Tive sempre um bocadinho de inveja da caixa da minha querida m.
Um caixinha cheia de passado que podemos ou não querer revisitar, mas que não pode ser deitado fora.
Guarda-se no fundo do armário à espera que - gosto eu de pensar - nos venha parar às mãos quando precisarmos de conforto ou ensinamentos de nós mesmos.
Descobri hoje que afinal tenho essa caixinha. Pus de lado a pretensão de maturidade que pressupõe, acho, o enterro de certas ideias, amores, paixões, loucuras, arranques, depressões. Nunca fui de escrever diários, vou deixando papelinhos como recados a mim mesma. Consegui guardar alguns.
Para ser eu, a minha caixa é cheia de idas e voltas. Certezas que se contradizem no mesmo momento.
E de incertezas. Incapacidade de ver o que está à minha frente e seguir o instinto. Saber o que é afinal o instinto, distingui-lo e limpá-lo de medos, convicções e tantas merdas que misturo.
É para isso que serve a minha caixa, para misturar aquilo que não pode ser arrumado em conpartimentos nem arquivado de forma organizada. É uma espreitadela para dentro da minha cabeça.
Já a tenho.
Um caixinha cheia de passado que podemos ou não querer revisitar, mas que não pode ser deitado fora.
Guarda-se no fundo do armário à espera que - gosto eu de pensar - nos venha parar às mãos quando precisarmos de conforto ou ensinamentos de nós mesmos.
Descobri hoje que afinal tenho essa caixinha. Pus de lado a pretensão de maturidade que pressupõe, acho, o enterro de certas ideias, amores, paixões, loucuras, arranques, depressões. Nunca fui de escrever diários, vou deixando papelinhos como recados a mim mesma. Consegui guardar alguns.
Para ser eu, a minha caixa é cheia de idas e voltas. Certezas que se contradizem no mesmo momento.
E de incertezas. Incapacidade de ver o que está à minha frente e seguir o instinto. Saber o que é afinal o instinto, distingui-lo e limpá-lo de medos, convicções e tantas merdas que misturo.
É para isso que serve a minha caixa, para misturar aquilo que não pode ser arrumado em conpartimentos nem arquivado de forma organizada. É uma espreitadela para dentro da minha cabeça.
Já a tenho.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Alegrias da maternidade
A cabeça da minha filha fica tão saliente e visível na barriga que se quiser já posso começar a dar-lhe carolos.
sábado, 11 de setembro de 2010
26 semanas
Novas sensações:
- mamas a tocarem na minha própria barriga;
- barriga a sentir pele macia de mamas;
- descoberta da origem do significado da expressão pain in the ass: dôr ciática.
Ah, e claro,
- o bebé a mexer cá dentro.
Divertido quando não é sapatiado no meu umbigo ou sevilhanas às quatro da manhã. Todos os dias, certinho como um relógio.
- mamas a tocarem na minha própria barriga;
- barriga a sentir pele macia de mamas;
- descoberta da origem do significado da expressão pain in the ass: dôr ciática.
Ah, e claro,
- o bebé a mexer cá dentro.
Divertido quando não é sapatiado no meu umbigo ou sevilhanas às quatro da manhã. Todos os dias, certinho como um relógio.
domingo, 22 de agosto de 2010
23 Semanas
Há vários erros que se cometem com grávidas.
Vou só destacar dois que seriam evitáveis se as pessoas se limitassem a lidar connosco numa base da normalidade e senso comum. Ou podemos até ser arrojados e imaginar que não se esquecem do que sempre souberam sobre esta pessoa em particular, isto no caso de amigos, familiares e conhecidos:
- assumir que, por estarmos grávidas, adoraaamos todas as crianças. WRONG!
Eu gosto das minhas crianças, dos filhos das amigas - quando se portam bem e fazem gracinhas. Incondicionalmente só da minha e mesmo assim, a manter-se a sua actual frenética actividade nocturna, não sei se seremos muito amiguinhas.
Não tenho saco nenhum para putos aos berros e aos saltos cujas mães apontam para mim à espera de compreensão imediata ou qualquer tipo de afinidade. Ontem ao entrar em casa havia dois exemplares destes a trepar para dentro e fora do carro dos pais e a mãe apontou para "aquela senhora com um bebé na barriga" aos gritos, para se fazer ouvir acima dos guinchos. Vi na cara dela o desalento quando confrontada com o meu olhar de desprezo. Ou nojo, estava sozinha não posso precisar e ambos têm andado muito a par nos últimos tempos.
- tocar na barriga à maluca e sem aviso prévio. NUNCA
Hands off a menos que eu esteja claramente disponível ou dê indicação para tal. Chegar e meter as patas não é bem tolerado. Ela até se pode estar a mexer e eu não querer partilhar. Lamento.
E para já é tudo. Parece-me fácil e, na dúvida, assumam só que estou ainda mais bitch do que é normal e tudo correrá bem.
sábado, 14 de agosto de 2010
SCUT
Sistema de Contribuições para Uma Tragédia
Que é a boca do Almerindo Marques, presidente da Estradas de Portugal. Vamos lá todos pagar, meus senhores, que não são portagens - é caridade.
Eu chamaria mesmo SCON que seriam as Contribuições para O Nojo que é a boca do senhor.
Dito isto, vou só ali abrir uma empresa com o vosso dinheiro e ainda vos cobrar impostos e custos de utilização por cima. Tenho só que arrajar tempo para encaixar também a venda dos sistemas de escarradores, outro negócio que descobri dentro do nicho já aqui mencionado.
Talvez faça uma simbiose.
Que é a boca do Almerindo Marques, presidente da Estradas de Portugal. Vamos lá todos pagar, meus senhores, que não são portagens - é caridade.
Eu chamaria mesmo SCON que seriam as Contribuições para O Nojo que é a boca do senhor.
Dito isto, vou só ali abrir uma empresa com o vosso dinheiro e ainda vos cobrar impostos e custos de utilização por cima. Tenho só que arrajar tempo para encaixar também a venda dos sistemas de escarradores, outro negócio que descobri dentro do nicho já aqui mencionado.
Talvez faça uma simbiose.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
20 semanas
Evito pessoas com quem não tenho grande confiança para lhes poupar o contrangimento da convivência no mesmo momento espacio-temporal com o meu colossal par de mamas.
Cabrona da obstetra que escreveu no livro que isto só insuflava até aos três meses. Temo que não hajam letras no abecedário suficientes para nomear as copas de que vou precisar.
Gosto especialmente das insónias diárias como prenúncio e castigo antecipado pelo que aí vem e que sempre disse que não aturava, fiel adepta que sou (era?) das oito a nove horas diárias de sono.
Ontem na ecografia uma pequena mãozinha deu "tchau" para a câmara, qual verdadeira artista de variedades, enquanto o cordão umbilical escondia o segredo bem guardado.
Cabrona da obstetra que escreveu no livro que isto só insuflava até aos três meses. Temo que não hajam letras no abecedário suficientes para nomear as copas de que vou precisar.
Gosto especialmente das insónias diárias como prenúncio e castigo antecipado pelo que aí vem e que sempre disse que não aturava, fiel adepta que sou (era?) das oito a nove horas diárias de sono.
Ontem na ecografia uma pequena mãozinha deu "tchau" para a câmara, qual verdadeira artista de variedades, enquanto o cordão umbilical escondia o segredo bem guardado.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Contraluz
Sou exigente com o que é meu. Pode ser isso. Acredito que é sempre possível e obrigatório fazer melhor. Aflige-me a mediocridade porque ando sempre com um pé lá fora e gosto de me orgulhar da camisola que visto.
Do alto da minha ignorância cultural cinematográfica vou só falar do que senti:
Sentada no cinema a ver este filme senti-me subestimada. A história, por tomar o público por pouco perspicaz, (ou, ocorre-me agora, por insegurança de quem a editou) perde o ritmo e torna-se redundante. Nós já percebemos que os pontos convergem ali, escusam de nos mostrar o mesmo quatro vezes.
Do alto da minha ignorância cultural cinematográfica vou só falar do que senti:
Sentada no cinema a ver este filme senti-me subestimada. A história, por tomar o público por pouco perspicaz, (ou, ocorre-me agora, por insegurança de quem a editou) perde o ritmo e torna-se redundante. Nós já percebemos que os pontos convergem ali, escusam de nos mostrar o mesmo quatro vezes.
sábado, 24 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
17 semanas
Gosto da parte em que já posso fazer comparações entre cães e crianças sem ter que gramar o olhar reprovador das melhores mães do mundo a quem nem passa pela cabeça que as suas criatuas sobredotadas possam ter algo de canino.
E também tenho ordem para usar todo um mundo de material neste blogue. Por exemplo, tenho outra ideia para um negócio espetacular a médio prazo: churrasco de células estaminais.
Eu explico:
a preservação dos cordões umbilicais cheira a negócio da china por todo o lado e a toda a gente, pelo menos a mim, vá. É caro que chegue para enriquecer a curto prazo as empresas, mas não o suficiente para nós pais histéricos e mergulhados em hormonas - tudo bem, eu - não querer viver com a ideia que, por mil euros, não garantimos um possível tratamento para possíveis doenças graves.
Daí, a médio prazo, vamos saber se aquilo cura doenças ou não, mas para churrasco do bom eu diria que é garantido.
E também tenho ordem para usar todo um mundo de material neste blogue. Por exemplo, tenho outra ideia para um negócio espetacular a médio prazo: churrasco de células estaminais.
Eu explico:
a preservação dos cordões umbilicais cheira a negócio da china por todo o lado e a toda a gente, pelo menos a mim, vá. É caro que chegue para enriquecer a curto prazo as empresas, mas não o suficiente para nós pais histéricos e mergulhados em hormonas - tudo bem, eu - não querer viver com a ideia que, por mil euros, não garantimos um possível tratamento para possíveis doenças graves.
Daí, a médio prazo, vamos saber se aquilo cura doenças ou não, mas para churrasco do bom eu diria que é garantido.
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