A contagem decrescente.
Um misto de medo, excitação e curiosidade.
Uma grande dose de impaciência para as previsões e opiniões não solicitadas.
Um feeling de orgulho e responsabilidade.
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Nasceu há 20 anos
Uma das melhores pessoas que conheço.
E a mais fácil relação de amor e cumplicidade da minha vida.
Carpe Diem, sis.
E a mais fácil relação de amor e cumplicidade da minha vida.
Carpe Diem, sis.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Autarcas envolvem-se nas cidades
É o presidente da Cãmara de Peniche a surfar (na verdade o que eu vi na televisão foi uma espécie de leão marinho dentro de um fato de surf a espernear em cima duma longboard);
É o da Câmara da Guarda que faz de DJ...
Deu-me para pensar no que poderia a autarca almadense fazer para dar o exemplo e abraçar a cultura da cidade. E descobri que é por estas e por outras que a Costa de Caparica vai continuar a ser desprezada enquanto freguesia, ou querem ver a Militana dança do varão a sambar?
É o da Câmara da Guarda que faz de DJ...
Deu-me para pensar no que poderia a autarca almadense fazer para dar o exemplo e abraçar a cultura da cidade. E descobri que é por estas e por outras que a Costa de Caparica vai continuar a ser desprezada enquanto freguesia, ou querem ver a Milita
sábado, 13 de novembro de 2010
35 Semanas
O corpo humano, feminino, é uma maravilha da natureza. Ter a possibilidade de criar outro ser dentro de nós é uma experência avassaladora. E a forma como cada fibra, nervo e molécula contribui para isso sem que tenhamos que fazer grande coisa faz-me agradecer todos os dias pelo milagre.
Feita a ressalva passo já ao que interessa. Há cenas demasiado próximas umas das outras:
- os primeiros movimentos do bebé na barriga podem ser confundidos com gases: "o bebé mexeu-se ou isto foi do magusto de s. Martinho?";
- ontem tinha uma pressão, e podia aqui dizer uma data de coisas limpinhas como o cóccix ou zona pélvica, mas era no rabo. O que me preocupou MUITO por poder ser sinal de início de trabalho de parto; (--> já passou, falso alarme)
- sei que me vão dar clisteres no dia D lá na maternidade.
Qual é a mensagem que devemos tirar desta proximidade entre filhos e cocó?
Feita a ressalva passo já ao que interessa. Há cenas demasiado próximas umas das outras:
- os primeiros movimentos do bebé na barriga podem ser confundidos com gases: "o bebé mexeu-se ou isto foi do magusto de s. Martinho?";
- ontem tinha uma pressão, e podia aqui dizer uma data de coisas limpinhas como o cóccix ou zona pélvica, mas era no rabo. O que me preocupou MUITO por poder ser sinal de início de trabalho de parto; (--> já passou, falso alarme)
- sei que me vão dar clisteres no dia D lá na maternidade.
Qual é a mensagem que devemos tirar desta proximidade entre filhos e cocó?
sábado, 23 de outubro de 2010
32 Semanas
As negociações com a barriga são já muitas:
abraçar pessoas sem espetar o rabo é difícil. Se já antes sufocava os amigos com o meu busto desenvolvido, esborrachar a miúda nos ventres alheios não é uma opção.
calçar-me de pé, ou qualquer outra actividade que chame o joelho ao peito também deixou de ser possível e por me esquecer constantemente disto, na verdade acho que é mais gosto em contrariar o óbvio, já quase caí em cambalhota de tanto me enrolar.
os bracinhos ficaram curtos e tenho graves dificuldades em estender roupa à janela. Tem que ser de lado segurando a roupa e pondo as molas só com uma mão - difícil. Resulta em muita roupa caída na rua ou, numa versão que me agrada mais, no estendal da minha vizinha, que me odeia (poderia lembrar-me de várias razões, mas como não lhe dei nenhuma, tenho que presumir que é só porque sou gira) e como tal, assim que dá pelas minhas cuecas de renda a esvoaçar na sua janela, trata de as atirar à rua na mesma.
E por fim, se no início me esquecia muito que estava grávida e pensava por segundos credo estou tão gorda que já nem consigo encolher a barriga, agora é vou só ali caber naquele espacinho e... pa baaam: barriga encalhada ou a bater em sítios.
abraçar pessoas sem espetar o rabo é difícil. Se já antes sufocava os amigos com o meu busto desenvolvido, esborrachar a miúda nos ventres alheios não é uma opção.
calçar-me de pé, ou qualquer outra actividade que chame o joelho ao peito também deixou de ser possível e por me esquecer constantemente disto, na verdade acho que é mais gosto em contrariar o óbvio, já quase caí em cambalhota de tanto me enrolar.
os bracinhos ficaram curtos e tenho graves dificuldades em estender roupa à janela. Tem que ser de lado segurando a roupa e pondo as molas só com uma mão - difícil. Resulta em muita roupa caída na rua ou, numa versão que me agrada mais, no estendal da minha vizinha, que me odeia (poderia lembrar-me de várias razões, mas como não lhe dei nenhuma, tenho que presumir que é só porque sou gira) e como tal, assim que dá pelas minhas cuecas de renda a esvoaçar na sua janela, trata de as atirar à rua na mesma.
E por fim, se no início me esquecia muito que estava grávida e pensava por segundos credo estou tão gorda que já nem consigo encolher a barriga, agora é vou só ali caber naquele espacinho e... pa baaam: barriga encalhada ou a bater em sítios.
domingo, 17 de outubro de 2010
31 semanas
- A minha pequena instrutora de postura dá-me chutos nas costelas se estou numa posição mais encolhida.
Já deu a volta. Do alto da minha extrema sensibilidade não dei por nada e a ecografia foi uma surpresa.
- As aulas de preparação para o parto:
Histérica e ansiosa como sou, comecei antes da maioria das pessoas: há um mês.
Descobri que há uma visão ainda mais cómica do que aquelas mães que se arrastam atrás das filhas grávidas para as consultas apenas para ouvirem o tempo todo o quanto estão desactualizadas. Se há coisa fora do contexto são os papás a simularem uma contracção e a acompanharem nas respirações. Não sei se todos os cursos são assim, nem me interessa, vou falar apenas deste e do meu ponto de vista, como sempre.
Ora, nunca um homem vai ter a mais remota ideia do que é estar grávido. Nem precisa, os homens têm outras funções.
Eu evito certas comidas porque já sei que a moça fica com soluços. Ter um ser dentro de nós a soluçar não é partilhável por mais mãozinhas na barriga que o papá possa meter.
Eles estão ali deslocados e se não fosse cómico seria doloroso assistir. Sim, acho que devem estar informados pelo menos para não atrapalharem com - ainda mais - perguntas descabidas, mas poupem-nos ao resto. A eles e a nós.
Para os integrar no trabalho de parto eles são convidados a contar os minutos das contrações ou a marcar o ritmo da respiração. Agora imaginem-se durante horas em casa, ou na maternidade com o vosso corpo a dilatar desde a medida de uma moeda de um euro até aos dez centímetros de diâmetro, a ganir de dores. E o outro a tratar da contabilidade.
Conseguem imaginar função menos importante no momento em que o nosso filho se prepara para vir ao mundo?
Já deu a volta. Do alto da minha extrema sensibilidade não dei por nada e a ecografia foi uma surpresa.
- As aulas de preparação para o parto:
Histérica e ansiosa como sou, comecei antes da maioria das pessoas: há um mês.
Descobri que há uma visão ainda mais cómica do que aquelas mães que se arrastam atrás das filhas grávidas para as consultas apenas para ouvirem o tempo todo o quanto estão desactualizadas. Se há coisa fora do contexto são os papás a simularem uma contracção e a acompanharem nas respirações. Não sei se todos os cursos são assim, nem me interessa, vou falar apenas deste e do meu ponto de vista, como sempre.
Ora, nunca um homem vai ter a mais remota ideia do que é estar grávido. Nem precisa, os homens têm outras funções.
Eu evito certas comidas porque já sei que a moça fica com soluços. Ter um ser dentro de nós a soluçar não é partilhável por mais mãozinhas na barriga que o papá possa meter.
Eles estão ali deslocados e se não fosse cómico seria doloroso assistir. Sim, acho que devem estar informados pelo menos para não atrapalharem com - ainda mais - perguntas descabidas, mas poupem-nos ao resto. A eles e a nós.
Para os integrar no trabalho de parto eles são convidados a contar os minutos das contrações ou a marcar o ritmo da respiração. Agora imaginem-se durante horas em casa, ou na maternidade com o vosso corpo a dilatar desde a medida de uma moeda de um euro até aos dez centímetros de diâmetro, a ganir de dores. E o outro a tratar da contabilidade.
Conseguem imaginar função menos importante no momento em que o nosso filho se prepara para vir ao mundo?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Cozinhar
A pessoa já não gosta. Não tem apetência, nem imaginação nem sequer sensibilidade.
E quando vai para ligar o fogão só há UM fósforo?! E dos fininhos que se vai já partir de forma a ter de queimar os pequenos porquinhos, que são os meus dedos, se o quiser acender?!
Não dá.
E quando vai para ligar o fogão só há UM fósforo?! E dos fininhos que se vai já partir de forma a ter de queimar os pequenos porquinhos, que são os meus dedos, se o quiser acender?!
Não dá.
Coisas estúpidas que me acontecem VIII
Deixar cair o forno, em peso, em cima da minha cara.
É muito difícil: começa-se por guardar as grelhas lá dentro de forma a que toda a casa range só do esforço. Pode usar-se os pés. Uns tempos depois decide-se fazer uma limpeza no seu interior e, como tal, voltar a remover as ditas grelhas. Como sabemos que vai ser difícil sentamo-nos de frente para o forno e puxamos com quase tanta força como se fosse para fazer cocó - expressão muito utilizada para descrever a força necessária para fazer nascer um filho - e eis que a grelha arrasta consigo o forno em peso direto à minha testa e nariz.
É muito difícil: começa-se por guardar as grelhas lá dentro de forma a que toda a casa range só do esforço. Pode usar-se os pés. Uns tempos depois decide-se fazer uma limpeza no seu interior e, como tal, voltar a remover as ditas grelhas. Como sabemos que vai ser difícil sentamo-nos de frente para o forno e puxamos com quase tanta força como se fosse para fazer cocó - expressão muito utilizada para descrever a força necessária para fazer nascer um filho - e eis que a grelha arrasta consigo o forno em peso direto à minha testa e nariz.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Aos Amigos
Obrigada.
Se não fossem vocês o dinheiro que eu já tinha gasto em psiquiatras e estes, por sua vez, em coletes de forças.
Se não fossem vocês o dinheiro que eu já tinha gasto em psiquiatras e estes, por sua vez, em coletes de forças.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ir
Aprender a comer bem uma rata
Agarrar o touro pelos cornos
Não andar com tacos de basebol no carro.
Eu punha aqui uma foto, mas cada vez que tento agora copiar imagens do google fico com uma pasta cheia de 452 coisas estranhíssimjas, fotos de pessoas que não conheço incluídas. E não gostaria.
Agarrar o touro pelos cornos
Não andar com tacos de basebol no carro.
no Teatro Estúdio Mário Viegas em Lisboa
às quartas pelas 22h
Eu punha aqui uma foto, mas cada vez que tento agora copiar imagens do google fico com uma pasta cheia de 452 coisas estranhíssimjas, fotos de pessoas que não conheço incluídas. E não gostaria.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Prelúdio
Tive sempre um bocadinho de inveja da caixa da minha querida m.
Um caixinha cheia de passado que podemos ou não querer revisitar, mas que não pode ser deitado fora.
Guarda-se no fundo do armário à espera que - gosto eu de pensar - nos venha parar às mãos quando precisarmos de conforto ou ensinamentos de nós mesmos.
Descobri hoje que afinal tenho essa caixinha. Pus de lado a pretensão de maturidade que pressupõe, acho, o enterro de certas ideias, amores, paixões, loucuras, arranques, depressões. Nunca fui de escrever diários, vou deixando papelinhos como recados a mim mesma. Consegui guardar alguns.
Para ser eu, a minha caixa é cheia de idas e voltas. Certezas que se contradizem no mesmo momento.
E de incertezas. Incapacidade de ver o que está à minha frente e seguir o instinto. Saber o que é afinal o instinto, distingui-lo e limpá-lo de medos, convicções e tantas merdas que misturo.
É para isso que serve a minha caixa, para misturar aquilo que não pode ser arrumado em conpartimentos nem arquivado de forma organizada. É uma espreitadela para dentro da minha cabeça.
Já a tenho.
Um caixinha cheia de passado que podemos ou não querer revisitar, mas que não pode ser deitado fora.
Guarda-se no fundo do armário à espera que - gosto eu de pensar - nos venha parar às mãos quando precisarmos de conforto ou ensinamentos de nós mesmos.
Descobri hoje que afinal tenho essa caixinha. Pus de lado a pretensão de maturidade que pressupõe, acho, o enterro de certas ideias, amores, paixões, loucuras, arranques, depressões. Nunca fui de escrever diários, vou deixando papelinhos como recados a mim mesma. Consegui guardar alguns.
Para ser eu, a minha caixa é cheia de idas e voltas. Certezas que se contradizem no mesmo momento.
E de incertezas. Incapacidade de ver o que está à minha frente e seguir o instinto. Saber o que é afinal o instinto, distingui-lo e limpá-lo de medos, convicções e tantas merdas que misturo.
É para isso que serve a minha caixa, para misturar aquilo que não pode ser arrumado em conpartimentos nem arquivado de forma organizada. É uma espreitadela para dentro da minha cabeça.
Já a tenho.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Alegrias da maternidade
A cabeça da minha filha fica tão saliente e visível na barriga que se quiser já posso começar a dar-lhe carolos.
sábado, 11 de setembro de 2010
26 semanas
Novas sensações:
- mamas a tocarem na minha própria barriga;
- barriga a sentir pele macia de mamas;
- descoberta da origem do significado da expressão pain in the ass: dôr ciática.
Ah, e claro,
- o bebé a mexer cá dentro.
Divertido quando não é sapatiado no meu umbigo ou sevilhanas às quatro da manhã. Todos os dias, certinho como um relógio.
- mamas a tocarem na minha própria barriga;
- barriga a sentir pele macia de mamas;
- descoberta da origem do significado da expressão pain in the ass: dôr ciática.
Ah, e claro,
- o bebé a mexer cá dentro.
Divertido quando não é sapatiado no meu umbigo ou sevilhanas às quatro da manhã. Todos os dias, certinho como um relógio.
domingo, 22 de agosto de 2010
23 Semanas
Há vários erros que se cometem com grávidas.
Vou só destacar dois que seriam evitáveis se as pessoas se limitassem a lidar connosco numa base da normalidade e senso comum. Ou podemos até ser arrojados e imaginar que não se esquecem do que sempre souberam sobre esta pessoa em particular, isto no caso de amigos, familiares e conhecidos:
- assumir que, por estarmos grávidas, adoraaamos todas as crianças. WRONG!
Eu gosto das minhas crianças, dos filhos das amigas - quando se portam bem e fazem gracinhas. Incondicionalmente só da minha e mesmo assim, a manter-se a sua actual frenética actividade nocturna, não sei se seremos muito amiguinhas.
Não tenho saco nenhum para putos aos berros e aos saltos cujas mães apontam para mim à espera de compreensão imediata ou qualquer tipo de afinidade. Ontem ao entrar em casa havia dois exemplares destes a trepar para dentro e fora do carro dos pais e a mãe apontou para "aquela senhora com um bebé na barriga" aos gritos, para se fazer ouvir acima dos guinchos. Vi na cara dela o desalento quando confrontada com o meu olhar de desprezo. Ou nojo, estava sozinha não posso precisar e ambos têm andado muito a par nos últimos tempos.
- tocar na barriga à maluca e sem aviso prévio. NUNCA
Hands off a menos que eu esteja claramente disponível ou dê indicação para tal. Chegar e meter as patas não é bem tolerado. Ela até se pode estar a mexer e eu não querer partilhar. Lamento.
E para já é tudo. Parece-me fácil e, na dúvida, assumam só que estou ainda mais bitch do que é normal e tudo correrá bem.
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