segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ensinou-me a resistir. Obrigou-me a lutar sempre, custe o que custar. Não me conformar. Pensar por mim, com a minha cabeça. Ver para além. Depender de mim, arregaçar as mangas e começar de novo se for preciso, as vezes que for preciso.
O feitiço virou-se contra ele, vezes sem conta e ainda hoje: discussões fenomenais porque, no fundo, somos iguais.
Eu e o meu pai.

Hoje fui deixá-lo no barco, carregadíssimo lá com as mercadorias dele porque teimou em não ir de carro porque gasta gasolina e demasiado dinheiro em parquímetro. Deixei-o na hora de calor, carregadíssimo, no barco. Custou-me horrrores.

3 comentários:

Endiabrada Enluarada disse...

Sorri, ao ler-te.

m disse...

este é o amor mais genuino,puro,verdadeiro que há.(quando formos mães de certeza que compreenderemos muita coisa)

Patrícia Pio disse...

Lembro-me tão bem de chegares toda aborrecida e chateada porq tinhas discutido com o teu pai.
Talvez isso faça parte do crescimento...de ambos.
beijo

acerca da menina